terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Shall we dance?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Balanço de Ano: Parte I
Reflexões sobre a cidade
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Um textículo sem compromisso
Qual era mesmo o ano? Ah, devia ser por volta de 1984. Era o começo da abertura política, mas ainda vigorava um forte resquício de ditadura militar. Lembro que éramos todos uns fedelhos e havia a tal da Censura, que estipulava uma idade limite para tudo: para ver filme (o tempo das matinês), para ir no clube dançar (somente à tardinha, nas festas para menores), para ver televisão – é, isso não é invenção de agora, não.
Naquela época, São Leopoldo ainda era uma cidade com forte influência alemã, sem a padronização comercial das cortinas de ferro, das lojas de 1,99 e das casas de bingo e mega redes comerciais, características dos grandes centros urbanos atuais. As casas tinham personalidade, com suas varandas e jardins e com as fachadas ornamentais, de aspecto antigo e convidativo. As ruas eram estreitas e de paralelepípedos, iluminadas pelas janelas e burburinhos das residências, onde era possível ver que existia vida em movimento pro trás das paredes, uma realidade distante do desértico silêncio escuro que habita as ruas atuais. E havia o dito “valão”, a céu aberto, como se fosse um mini riacho Ipiranga, localizado onde hoje ficam os canteiros da Avenida João Corrêa. Shopping Center era uma palavra incomum no vocabulário das pessoas, menos ainda da piazada. Havia o Iguatemi, em Porto Alegre, que estava no auge da sua inauguração, um ou outro centro comercial pequeno e só. E existiam os das metrópoles, como o BarraShopping, na Barra da Tijuca, no Rio, e o primeiro Iguatemi, de Salvador.
Em São Leopoldo, os cinemas funcionavam também como ponto cultural, servindo eventualmente de palco para algum festival local. Havia dois cinemas de calçada, o Cine Brasil e o Cine Independência, chamado carinhosamente de “pulgueiro” porque, enfim, não precisa explicar, não é?! E que seria o primeiro a fechar as portas, uma década mais tarde.
Ambos, acho que pertenciam ao mesmo dono, o Seu Não-lembro-o-nome. O Cine Brasil tinha a famosa Sessão de Arte, que ocorria toda a sexta à noite e passava somente filmes que não transitavam no circuito comercial, mais ou menos o que hoje fazem nas salas da Usina do Gasômetro e Casa de Cultura, em Porto Alegre. A Sessão de Arte acabava sendo uma espécie de ponto de encontro cultural da cidade. Diziam que o dono criara a noite de sexta para poder ver os filmes que ele mesmo queria ver e que não podia porque não chegavam aos circuitos oficiais.
Nós costumávamos ir sempre. Naquelas épocas era difícil achar outras opções de filme. Não sei se as locadoras de vídeo não haviam se propagado até a região ou se elas não faziam parte do meu universo particular. Na minha vida, elas passaram a existir na segunda metade da década de 1980.
Eu tinha uma amiga com quem convivia muito nos primeiros anos de colégio. Éramos praticamente irmãs, aquela coisa de se vestir igual, de fazer o mesmo penteado, usar a Melissinha nos mesmos dias e etc. Ela era ótima, mas um pouco desligada.
Uma sexta, meus pais tiveram a idéia de nos levar juntas à Sessão de Arte, para ver o quê? Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos, que havia sido filmado há pouco e que não era benquisto pelo pessoal da Ditadura Militar. Como eram anos de abertura política, filmes deste tipo geravam certa ansiedade, uma expectativa diferente, algo como saborear um doce que fora escondido dos olhos em alguma lata secreta que sabíamos existir.
Quando chegamos à bilheteria, minha mãe pediu três ingressos. Como eu tinha cara de mais velha, aparentando 18 ou mais, nunca houve problema de idade. Foi então que o bilheteiro olhou para a minha amiga e apontou para a tarja no cartaz: proibido para menores de 16 anos. Tínhamos 13, na época. O bilheteiro olhou pra cara dela e perguntou: Quantos anos tu tem?
Pronto! Ficamos as duas do lado de fora. Eu devo ter ficado de fora de todos os filmes proibidos depois disso. Sorte que não durou muito tempo.
No início da década, São Leopoldo ainda era uma cidade onde era possível qualquer um zanzar à noite, a pé e com segurança, pelas ruas da cidade, mas eu não lembro como foi o final da história. Acho que ficamos esperando minha mãe sair da sessão ou algo parecido. Ou subimos de volta para casa.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
Recomendação
A Lua Cheia desencadeia manifestações emocionais hiperbólicas, sensibiliza os ouvidos, amplia a perceptibilidade do olhar, confunde os pensamentos, propicia a embriaguez dos sentidos, podendo aumentar também a capacidade lúdica.
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E as pessoas se preocupando com o cigarro e o álcool...tsic tsic.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Das convenções sociais
Capitu e Bentinho
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E seguimos valsando, em pleno século XXI, com A Sunday Smile. Mas nem precisamos ir longe. A música está sempre indo e voltando no tempo, milkshakeando sons, ritmos, instrumentos e afins.
Depois vêm me dizer que as novas gerações não querem saber do passado, que ninguém faz mais nada de bom, que as raízes estão esquecidas e blablablá. E viva a internet e a democratização da cultura!
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Faz sentido...
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É o amor e não a vida o contrário da morte.
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Então, talvez seja mesmo. Lá estou eu pensando em Vinícius de Moraes de novo.
Se alguém quiser ler o texto, é o post do dia 09/09/2007, embaixo do que fala do Tinoco, de 14/09/2007.
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domingo, 7 de dezembro de 2008
Difícil é escolher qual delas
Acho que ainda fico com Pra onde o Sul nos carregue. Ela poderia entrar na minha série Música para Chorar.
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sábado, 6 de dezembro de 2008
Para o ano que se aproxima
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
Memórias de um passado recente
Elevador
(Kledir Ramil)
Esse elevador não vai
Além do sétimo e eu canto pra me consolar
Esse elevador não vai
Além de cores duvidosas e pouco reais
Esse elevador não vai
Além de números impressos brancos nos botões
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Pé eu não
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Esse elevador não vai
Além de plásticos artistas super siderais
Esse elevador não vai
Além de místicos dramáticos e teatrais
Esse elevador não vai
Além de músicos neuróticos sensacionais
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Pé eu não
sábado, 29 de novembro de 2008
Queridos para sempre
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Acorde Brasileiro
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Divagações a partir da Estética do Frio.
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Em grande parte, as minhas percepções permeavam as mesmas descritas no texto de Vitor Ramil:
"E me dei conta de que o frio simbolizava o Rio Grande do Sul. Passei a ver o frio como metáfora amplamente definidora do gaúcho.
Esta idéia foi-se enchendo de sentido na medida em que, morando no Rio de Janeiro e viajando constantemente pelo Brasil, passei a sentir o clima tropical – a regularidade de um clima de mudanças tão discretas entre as estações; o calor; a presença constante e vital do sol, do mar e dos rios – como um grande pano de fundo onde se repetiam certas características que pareciam unificar o modo de ser dos brasileiros em sua diversidade. Deparei-me em muitos lugares – e lugares distantes entre si – com um mundo de valores, de hábitos, de gostos e anseios compartilhados que para mim não tinham a mesma significação. Mais objetivamente, vivenciei a expansividade, o excesso, o emocional, o gosto pelas ruas, pela diversão, pela alegria, pelo culto ao corpo, pela dança, pelo ritmo, pelo colorido, pela espontaneidade, pelo caos, pelo múltiplo, pelo variado, pelo eclético, etc." (trecho de Estética do Frio)
Eu reconheci a minha experiência e as minhas percepções no que para ele foi "viver em um clima tropical", tanto no que diz respeito às mudanças tão discretas, quanto no que diz respeito à expansividade, ao excesso, ao emocional, ao gosto pelas ruas e tudo aquilo.
Entretanto o meu exílio foi um outro, mas que desencadeou o mesmo sentimento de "frio" que deu origem à Estética:
Sempre tive uma relação dúbia com o frio sulino. Se por um lado eu sofria com a falta de infra-estrutura adequada, por outro lado gostava demais do universo todo que ele compõe, do pinhão na chapa do fogão a lenha, dos cheiros, do café saboroso (o hábito do chimarrão, eu adquiri em Aracaju - é, pois é) do vinho, dos momentos todos em volta da mesa, das comidas diversificadas e a mesa farta, das roupas elegantes e aconchegantes, de dormir embaixo das cobertas, do vento gelado no rosto, da melancolia das praias no inverno, do barro vermelho do Alto Uruguai nos sapatos e a fumaça das chaminés das casas.
domingo, 16 de novembro de 2008
Tanto e tão pouco tempo
sábado, 15 de novembro de 2008
Música para chorar: lágrimas de assustadora alegria
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Quando acontece de uma música me fazer chorar, nem sempre isto acontece porque estou triste ou melancólica. Às vezes ocorre de realmente coincidir com algum momento mais introspectivo, como este de agora, mas independentemente disso a música tem este poder: o de me emocionar simplesmente por ser linda demais ou por ser uma execução mais delicada.
Não sei explicar que poder elas têm ou se são momentos em que estou mais receptiva para captar toda a beleza, não sei se é a freqüência sonora delas que me afeta mais do que as de outras. O que sei é que, às vezes, chega a doer aqui dentro, de tão lindas que elas soam.
Você não deve estar achando nada disso, não é mesmo? Tudo bem, os caminhos musicais de cada um são mesmo subjetivos.
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PS.: para acessar o vídeo direto no youtube, o endereço é: http://www.youtube.com/watch?v=sODQHhkj_YQ&feature=related
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sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Ironia
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O grande amador
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O tempo de uma gestação
A fonte inesgotável
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O elefante
domingo, 9 de novembro de 2008
Falhas no sistema
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Feira do Livro
Concordo plenamente...

O olho que capta e transpõe para a mão o que não é mais percebido facilmente pelas pessoas, insensibilizadas pelo embrutecimento da vida. Quando me arrisco, é isso que tenho em mente, mas sem o compromisso de acertar. E como Miró, prezo muito a liberdade de me permitir arriscar, mesmo que seja só pelo prazer de brincar com a sonoridade da palavra, ainda que "só brincar" também seja, para mim, absolutamente necessário.
Onde ela esconde a voz?!
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Ela é fantástica! A criatividade sonora, a colocação da voz, a forma de construir as melodias e combinar os instrumentos, tanto os existentes quanto os inventados, e às vezes de forma sutil, quase imperceptível, a capacidade de se metamorfosear e aproveitar todo o seu potencial. And the lyrics...
Em queda livre
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O tempo dos jacarandás
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O que é que a baiana tem?!
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E então? Pessoas são ou não são música?!
PS.: Para ter mais prazer, acesse o myspace da banda.
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domingo, 2 de novembro de 2008
O casulo
sábado, 1 de novembro de 2008
No tempo das cartas
"Fui fazer faxina em minha caixa de endereços. Limpar os nomes duplicados, uniformizar os conhecidos, distribuí-los pelas suas cidades. Dedica-se a manhã e a tarde para uma atividade que julgava cumprir em uma hora. Trabalho chato, porém indispensável. Assim como meu pai nos botava a retirar o osso do peixe para merecê-lo.
Encontrei o nome de um amigo falecido. Ao deletá-lo mecanicamente, apareceu a mensagem perguntando se tinha certeza daquilo. Vacilei. Era como se o próprio finado me questionasse se o apagaria da minha vida. Pressionado, ninguém tem certeza. Eu, muito menos.
Seria enterrá-lo de novo. Desprezar a sua lembrança.
Espiei ao lado para ver se um vulto se mexia na cortina. Respirei fundo e tratei toda aquela suposição como bobagem, estresse. Ele não conseguiria responder, o que valeria manter seu nome para ocupar espaço? (E, se por sinal replicasse, ficaria dominado pelo pavor, ainda que fosse uma resposta automática).
Mas o mal-estar não desapareceu com o meu realismo. Agravou-se. Raspava o teclado como um soletrador de piano. Não pulava de tecla. Sentei em mim, denso, com as costas do mar em meus ouvidos. Bateu uma moleza de sesta, um aborrecimento antigo." (para ler o final da história, acesse o site)
Meu pai faleceu há alguns meses atrás. E eu não consigo apagar o número dele do meu celular. Nem o número, nem as mensagens.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Quando a Cultura Popular e a Academia se encontram
O palhaço
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Ainda música para chorar
PS.: Sorry, queridos leitores fictícios, não consegui postar este segundo vídeo.
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Falhas na linha
domingo, 26 de outubro de 2008
Para refletir
No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar – a esfera, por excelências dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração – está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticulares. (...)” (HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 145-146)
Eleições no Brasil
sábado, 25 de outubro de 2008
Facilidades modernas
O jeito Coca-Cola de ser
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Blablablás noturnos
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Reforma Ortográfica
Uma aldeia um pouco singular
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
O geógrafo
"Quem pensa o novo são os homens do povo e seus filósofos, que são os músicos, cantores, poetas, os grandes artistas e alguns intelectuais." (Milton Santos)
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E viva a canção brasileira!
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sábado, 18 de outubro de 2008
Saudades do Renato
aiaiai
Sem saída
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Message in a bottle
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Os CFGs - Centros de Ficção Gaúcha
"Data: 06/10/08
AS DANÇAS TRADICIONAIS E OS PEÕES "DELICADOS"
Canabarro
O avanço do homossexualismo no mundo atinge todas as camadas sociais e todas as culturas, é um avanço assustador! De tal maneira que se todos revelassem sua preferência sexual, possivelmente nós os heterossexuais (homens que gostam de mulheres e mulheres que gostam de homens) seríamos a minoria. Os programas televisivos e principalmente as novelas, nos bombardeiam com histórias com homossexuais diariamente, querem nos fazer acreditar que isto de homem acasalar com homem, e mulher com mulher é normal e natural. Não acho que seja! Homem acasala com mulher e mulher acasala com homem! Da mesma maneira que cavalo cobre égua e não cavalo, e égua não cobre égua. Égua é coberta pelo cavalo! Isto sim, é natural! Preferências a parte, a liberdade da escolha sexual é uma realidade que também invadiu o tradicionalismo. Não adianta fecharmos o “zoio”. Apenas esperamos que o respeito e a postura sejam mantidos. Ao menos dentro dos CTGS e eventos tradicionalistas.Mas já estamos enfrentando um problema nas nossas Invernadas Artísticas, nos quesitos interpretação e gestos, e todos sabem que a interpretação soma muitos pontos no principal palco das danças tradicionais, o ENART. As nossas danças tradicionais foram criadas para os peões galantearem as prendas, portanto, para Homens e Mulheres. No entanto, vemos que muitos peões com outra preferência sexual, fazem parte das Invernada Artística de grandes CTGS. Até aqui, tudo bem! Se não fossem os exageros gestuais e feminilidade que “aflora” na interpretação durante certos passos das nossas danças tradicionais. Os “peões” mais delicados, por assim dizer, não devem se esquecer que neste momento estão interpretando um homem heterossexual que gosta e prefere mulher! Que com sua dança querem galantear a prenda. Mas vejo em muitas invernadas gestos de peões que, na verdade disputam com a prenda doçura e meiguice, a tal ponto que, a grosso modo, vê-se duas prendas dançando. Uma travestida de homem! Não preciso dizer que isto numa avaliação, transforma-se em perda de preciosos pontos! E quem poderia garantir que este não é este o principal motivo de algumas invernadas que treinaram arduamente durante o ano todo não conseguirem a tão sonhada classificação? Não acho que os homossexuais devam ser proibidos de participar nas danças tradicionais gaúchas, afinal, a liberdade sexual de cada um deve ser respeitada! Mas não devemos nos esquecer que as danças tradicionais gaúchas são para peões e prendas! Espera-se que instrutores e patrões fiquem atentos para auxiliarem estes peões, para que os gestos não fiquem femininos demais e com isto prejudiquem o desenvolvimento das nossa Danças Tradicionais. Afinal, nas danças gaúchas, feminina só as prendas!
Fonte: CoxixoGaucho"


