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domingo, 27 de setembro de 2009

Maravilha auditiva

Esta canção é tão linda que chega a doer! Pena que não tem no youtube!
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"Ventos do Norte
(André Bernard)
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Ventos do norte que trazem pra sorte a luz da manhã
sopram com força e apagam as marcas que a chuva deixou no chão
Ventos do norte que abrem caminhos pra irmos além
do mar aberto caminhos incertos também
Ventos do norte que trazem fragatas voando razante
deixam em terra estranhas cantigas de um mundo distante
Ventos do norte que levam as águas escuras do mar
abre esse tempo que o Sol já cansou de esperar
Ventos do norte que sabem de onde as gaivotas vieram
peixes, golfinhos, sereias e encantos que as águas trouxeram
Ventos do norte que trazem o perfume das algas do cais
abre essa porta pros sonhos que a noite me traz"

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Muito Obrigada, querida! :)
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Uma semana iluminada para quem quer que perca uns minutinhos do seu tempo vindo aqui!
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domingo, 6 de setembro de 2009

Mudanças

Meu aniversário vai mudar de data, como eu sempre desejei!
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Música para ouvir na estrada

Iniciando mais uma série:
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Dirigindo, de preferência!
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sábado, 23 de maio de 2009

Música para chorar

Uma canção brasileira daquelas melodias que tocam fundo na alma da gente:
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Porque a beleza também me faz chorar.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Os cinco sentidos

Um cara me perguntou esta semana: O que tu vê em Porto Alegre? (em outras palavras, por que tu faz questão de ficar morando aí?)
Eu fiquei pensando: O que tu (ele) não vê em Porto Alegre?
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Ontem eu tive a oportunidade de realizar um dos meus pequenos prazeres que é o de furungar no Mercado Público. Não era um bom dia para isto, pois com a Feira do Peixe a coisa estava um pouco confusa e tumultuada, mas enfim...tudo vale a pena se alma blablablá. (Ah, é! Agora não é mais assim que se escreve: blablablá. Saco!)
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Adoro aquele lugar! Aliás, adoro mercados públicos! São o paraíso dos cozinheiros. E também dos metidos a, como eu. O difícil é resistir às tentações e focar apenas no necessário, sem cometer desperdícios. Especialmente no que diz respeito às bancas de temperos e laticínios. E mais ainda em períodos de lua cheia, em que ficamos bastante hedonistas e com a percepção aguçada.
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Lembrei agora do Mercado Público de Aracaju, com seus "trezentos" sacos de farinha de mandioca de várias tonalidade e granulações. Tinha uma delas que parecia um leite ninho de tão cremosa e amarela. E o sabor...AFF! Chega a dar água na boca, só de lembrar. Aí eu entendi o porquê dos nordestinos comerem tanto a famosa farinha com rapadura. Quando voltei para cá, a nossa farinha de mandioca parecia uma crosta grossa, áspera e insossa, que me perdoem os gaudérios. Nem precisa dizer que por um bom tempo perdi completamente a vontade de comer estas que andam por aqui.
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Quem sabe no dia em que São Leopoldo tiver um mercado público eu não pense em voltar pra lá.
Por enquanto, Porto Alegre continua deliciosa!
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Antes que eu esqueça

Fazia tempo que queria postar esta canção aqui:
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Samba de um Minuto, de Rodrigo Maranhão, com o próprio e Roberta Sá, no Youtube.
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Delícia!
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domingo, 5 de abril de 2009

Eu queeeeero!

Eu quero isto:
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Ein, zwei, drreei!
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Definições subjetivas

Para você, o que é uma tempestade?
É Maria Bethânia cantando Rosa-dos-ventos, do Chico:
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A elasticidade dos conceitos

O que, exatamente, diferencia uma canção como esta última do Arnaldo Antunes de uma canção dita brega?!
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Por que é Arnaldo Antunes apresentando a canção?
Por que é Arnaldo Antunes cantando?
Por que Arnaldo Antunes é cult?
Por que ele é um pensador?
Você já ouviu Arnaldo Antunes cantando na Rádio Caiçara? Não, né?! Mas esta canção não poderia tocar na Caiçara?
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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Por que eu não faria mergulho

Por quê?
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Debaixo D'Água, de Arnaldo Antunes (Youtube)
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Eu morreria: o ar acabaria e eu continuaria lá embaixo, bem feliz! Devo ter sido peixe em alguma outra encarnação.
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P.S.: Filmado no Salão de Atos da UFRGS, em 02/04/2009, Unimúsica Edição 2009, Série Cancionistas - Música de Hoje, by Anderson.
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domingo, 22 de março de 2009

Bairrismo

Eu amo Porto Alegre!
Andava meio esquecida do teor deste amor e de tudo o que me fazia gostar tanto daqui, mas nos últimos tempos eu tive o prazer de (re)lembrar alguns porquês. Esta cidade é muito linda mesmo!
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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Dançar ou não dançar, eis a questão

Se William Shakespeare tivesse vivido no Rio Grande do Sul, é muito provável que o grande dilema de Hamlet fosse este: dançar ou não dançar.

Brincadeiras à parte, o assunto que quero começar a questionar hoje já vem incomodando esta criatura que vos escreve há alguns anos, como aquele fio de cabelo perdido que a gente não consegue identificar e tampouco esquecer, porque fica ali pinicando, coçando, inquietando.

Tenho pensado, cada vez com mais intensidade, que a população brasileira se divide em dois tipos de seres: os que dançam e os que não dançam.

Poderia arriscar dizer a humanidade ocidental divide-se, mas prefiro me ater ao que reconheço como minha cultura - a brasileira. Em especial comparação com a cultura gaúcha, que também reconheço como minha.

Como alguns aqui sabem, não tenho televisão em casa, mas eventualmente acontece de eu estar em casa de pessoas normais e poder acompanhar um programa. Hoje foi um desses casos.

O programa em questão era a reapresentação de um dos shows da Edição 2006 do Unimúsica, Projeto de Extensão da UFRGS, gravado pela TVE do Rio Grande do Sul, no Salão de Atos da UFRGS, em 09 de novembro de 2006.

Para quem não conhece ou não é de Porto Alegre, as edições do Unicultura costumam ser anuais, temáticas e mostrar, no formato de shows, trabalhos de artistas diversos, daqui do Sul e de outros lugares do Brasil.

Este show foi um pouco diferenciado dos demais do projeto em três aspectos: reuniu ao mesmo tempo e no mesmo palco um grande número de artistas, locais e de fora do Estado; intercalou, excepcionalmente, a execução das canções com sessões comentadas; e tentou evocar na platéia o espírito dos antigos bailes de carnaval.

O repertório era, portanto, basicamente formado por marchinhas clássicas dos carnavais dos anos 30, 40 e 50, e que perduraram, até pouco tempo atrás, nos bailes dos clubes das cidades.

Pois bem, eu assisti este show, como assisti diversos shows, alguns carnavais e micaretas no nordeste do Brasil, além de carnavais interioranos aqui no Estado mesmo. Acompanhei de perto tudo o que a mera transmissão televisiva não consegue abarcar e transmitir.

No caso deste show do Unicultura, os músicos encheram o espaço físico do palco com seus instrumentos, juntamente com os três cantores, Jussara Silveira, mineira de nascimento e baiana de coração, Monica Tomasi e Nelson Coelho de Castro, o branco mais preto de Porto Alegre - parodiando novamente a frase de Vinícius de Moraes.

No canto esquerdo do palco, completando o espaço, havia uma mesa com cadeiras e garrafas, numa alusão às mesas de bar, onde estavam sentados Arthur de Faria e Juarez Fonseca, os comentaristas, dois relevantes pensadores gaúchos da música brasileira, simpaticamente trajados com ternos brancos.

Ao longo do tempo, não sei se por saudades dos bailes, se por saudades do carnaval (era novembro) ou se por empolgação em função das próprias marchas, o público começou a participar intensamente dançando de pé nos corredores e espaços livres e chegando a subir meio eufórico ao palco, para dançar um tanto atrapalhado a última canção. A sensação que se tinha era de espíritos aprisionados em corpos que não pertenciam a eles e dos quais tentavam se libertar, desajeitadamente, sem muita ondulação nos movimentos, sem um encadeamento macio e harmonioso entre um gesto e outro. Claro que havia excessões - como em todo grande grupo.

O que pude constatar, mais uma vez, é que parece que os gaúchos, em grande parte e em maior quantidade do que em outros Brasis, crescem com um certo policiamento cerebral do corpo. E isto me parece ser antes um condicionamento oriundo de séculos de construção cultural do que uma herança genética em função da influência alemã, italiana ou indígena.

Não é à toa que o rock mais tradicional é cultuado ainda com muita força por estas plagas, ao contrário do que ocorre em outras regiões do Brasil. É um ritmo que dispensa completamente a ginga. Basta pular e balançar rigidamente o corpo em dois sentidos diametralmente opostos para dançá-lo dentro dos padrões sem destoar do grupo. E sendo assim, é conseqüentemente mais fácil de ser aprendido e executado em público, pelo mais tímido adolescente de qualquer parte do Estado, com ou sem o auxílio de bebida alcoólica.

No palco do Unicultura, o que se via eram cinco pessoas livres de instrumentos musicais oscilando constantemente entre manter a compostura ou sair movendo o corpo como sentisse vontade. Porque a marcha dá vontade de mexer o corpo. Ela é uma marcha - é feita para incitar o movimento. Mesmo quem diz não gostar definitivamente de carnaval, como o Arthur de Faria, ficava balançando as pernas, como se elas tivessem vida independente do resto do corpo. Isto acontecia também na platéia.

E acontece em diversos lugares e festas sulinas.

Até que chega um momento da noite em que as pessoas começam a beber excessivamente, o que não podia acontecer no caso do show. E quando Dionísio finalmente toma conta do cérebro, as porteiras culturais desta massa cinzenta se abrem e o corpo começa sua festa, atrapalhado, fora de forma, muitas vezes sem a intimidade necessária com o ritmo, mas se liberta.

A minha teoria é a seguinte: todo mundo que não tenha alguma limitação física grave demais, tem condições de dançar ou gosta de dançar. Só que há os que sabem, ou que se permitem, e os que não sabem, ou não se permitem. O que acontece é que o ato de dançar prende-se a conceitos socialmente muito limitado, diria até controlados. As pessoas não dançam como têm vontade, desencanadamente. Elas sabem que estão sendo observadas e julgadas pelos que não dançam e mesmo pelos que estão na pista, principalmente aqui no Sul.
Entretanto, dançar, na realidade, é basicamente mover o corpo ao ritmo de uma música de forma prazeirosa e/ou ritualística. A dança da qual estou falando (o ato de dançar) é aquela celebrativa, expressiva ou simplesmente catártica. Não é à dança como forma de Arte que me refiro, a estudada, a acadêmica ou profissional, mas simplesmente a dança como forma de catarse, de expressão - de comunicação, ou de comunhão.

Sendo assim, dentro da categoria dos que não sabem dançar eu colocaria:

- quem não se sente dentro das convenções do momento (os que não sabem dançar a dança da moda ou do grupo);

- quem não se sente confortável com o movimento do próprio corpo em público (foi inibido ou tolhido ao longo da vida pela própria família ou círculo social, que diziam que ele não sabia dançar, que ficavam rindo dele ou algo semelhante);

- quem sofreu, ou cresceu em contato com, alguma repressão religiosa, católica ou não;

- quem não se sente moral ou culturalmente liberado para mover seu corpo dentro deste contexto, o da dança (quem não consegue soltar o corpo para movimentá-lo de acordo com o que sente ouvindo a música ou conviveu somente com pessoas que não sabiam fazê-lo);

- quem aprendeu que atividades intelectuais (cerebrais) não são condizentes com atividades físicas (dança), etc.

Dentro da categoria dos que sabem:

- os que não sofreram nenhum tipo de influência negativa ou repressiva acerca do corpo ou conseguiram superá-las;

- os que tiveram contato com familiares ou pessoas que gostavam e incentivavam a dança ou que não reprimiam o movimento corporal;

- os que já têm desde pequenos natural pendência para a dança ou para o ritmo;

- os que vêm de culturas onde a ginga do corpo não é considerada tabu.

Há ainda a categoria dos que sabem dançar ou poderiam fazê-lo, mas preferem ficar na sua, tranqüilos, como parece ser o caso de alguns violeiros de raiz ou sertanejos.

O que para mim é mais difícil aceitar, o que eu não consigo assimilar, é que haja quem diz que não gosta, mas quando bebe, faz e gosta.

No nordeste do Brasil existem alguns facilitadores da liberação do movimento do corpo, entre os quais estão os seguintes: o carnaval é de rua; é com multidões; é sem muita ordenação geográfica; ninguém fica cuidando ninguém, nem censurando com o olhar; o corpo exposto faz parte do cotidiano das pessoas, não choca como no Sul; e os trios elétricos têm um poder sonoro de incrível sedução - a adrenalina sobe à cabeça com o ritmo da músicas e com a percussão.

Para quem nunca foi lá ou só viu pela televisão, eu digo que não dá para ficar parado muito tempo ao lado de um trio elétrico oficial. Logo você tem que sair dali, que é onde ficam dispostas as caixas de som. Os trios oficiais são os maiores que há. Cada um deles é enorme e com uma mega potência. A batida musical é tão cardíaca, acelera tanto a batida do coração, a pressão que sai das caixas de som é tão grande, tão física, que parece que vai arrebentar o peito, vai sufocar a gente.

A partir das minhas observações enquanto gaúcha, nascida no interior, depois de ter convivido com culturas brasileiras diferentes da sulina, depois de ter superado as minhas próprias limitações simplesmente pela imersão intensa e sem preconceito durante alguns anos em outras culturas rítmicas, eu constatei que a inflexibilidade e a resistência corporal à ginga, tão conhecida do povo gaúcho, talvez seja muito mais cerebral e ilusória mesmo do que física ou real.
Em todo caso, fica a dica: tente, tente, tente. Uma hora o corpo começa a ceder.
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A delicada poesia de Manoel de Barros

Mundo Pequeno
VII
Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas leituras não era a beleza das frases, mas a doença delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor, esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável, o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença, pode muito que você carregue para o resto da vida um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.


Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de agramática.
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Uma Didática da Invenção

VI

As coisas que não têm nome são mais pronunciadas por crianças.
_________________

VII
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz:

Eu escuto a cor dos passarinhos.

A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.

VIII

Um girassol se apropriou de Deus: foi em Van Gogh.
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XI
Adoecer de nós a Natureza:
- Botar aflição nas pedras
(Como fez Rodin)
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P.S.: Os poemas acima podem ser encontrados no Livro das Ignorãças, do poeta mato-grossense Manoel de Barros, Coleção Mestres da Literatura Brasileira e Portuguesa, publicado por Record/Altaya, edição de 1993.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ô som bom de cantar, Siô!

My Favorite Things
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Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
.
Cream colored ponies and crisp apple strudels
Door bells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
.
Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into Springs
These are a few of my favorite things
.
When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
.
Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
.
Cream colored ponies and crisp apple strudels
Door bells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
.
Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into Springs
These are a few of my favorite things
.
When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
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Esta letra parece bobinha, não é?! Entretanto, só em cantá-la, a freqüência já muda. Tá duvidando? Então, tenta!
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E não, eu não estou tendo uma crise de Pollyanna!
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Jezebel

Uma pessoa me disse hoje que esta música da Sade hipnotiza e faz a gente querer ouvir e ouvir e ouvir sem parar. Também acho isso. Este foi outro daqueles CDs que comprei por causa de uma faixa. Porém, neste caso, como todas as músicas têm uma sonoridade gostosa, já me pegaram desde o primeiro dia.
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sábado, 14 de fevereiro de 2009

Música para Fazer Amor

Começando mais uma série, escolho Jezebel, esta canção da Sade que só pra (não) variar, me pegou exclusivamente pela sonoridade.
Aliás, ainda bem que a letra não é em português, para não atrapalhar o clima.
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Bom final de semana a todos, que não lêem isto aqui! hahaha
Tô brincando! Eu sei que uns poucos queridos vêm conferir minhas bobagens.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Gostos e seus "mistérios"

Estava aqui ouvindo Coldplay - again and again and again.
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Não sou muito de ter meio-termo em relação às pessoas ou coisas das quais gosto. Sempre foi assim. Quando me interessava por algo, costumava ser pra valer e pra permanecer. Meus gostos eram bem específicos e intensos. Quando surgia outro foco de interesse tão forte quanto, ele nunca vinha para tomar o lugar dos demais, mas para se juntar a eles. Eu ouvia vários tipos de música, dentro do que meu universo permitia, mas havia aquelas poucas que não tinham muita explicação racional e que não me largavam mais. Normalmente acontecia de ter algo no ritmo, na batida ou na forma de cantar que me pegava logo de cara.
Não era de seguir a moda, mas os meus próprios critérios e percepções, que guardava para mim mesma. Também não tinha o hábito de ficar mostrando para os outros o que encontrava e tentar impor ou convencer, a menos que alguém se interessasse por conta própria.
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Algumas vezes o que me chamava a atenção era uma música apenas, de um disco específico de um cara, como no caso do Billy Bragg. Me apaixonei por uma faixa deste disco Talking with the Taxman about Poetry, acho que em 1986. Devo ter ouvido ela no rádio e enquanto não descobri quem cantava e comprei o disco, não sosseguei.
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Deixo aqui um vídeo do youtube, da gravação que me pegou na época:
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Ainda gosto muito dela.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

O pássaro

Sabe aqueles momentos em que a gente se pega pensando na vida, no nosso universo, no que nos faz feliz? Pois, hoje teve mais um destes.
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Acordei, tomei um belo banho e fui arrumar o café, um pouco preocupada com as caraminholas deste momento da minha vida. E foi então que um pequeno detalhe mudou o ar da minha manhã de domingo.
Eu também gosto de todas estas coisas imprescindíveis para muitas pessoas, parafernálias tecnológicas e elétricas que falicilitam ou entopem a rotina da gente, vitrines cheias de roupas, sapatos, acessórios e produtos de beleza que depois ficam nas prateleiras estagnando energia e nos lembrando de que não precisávamos comprar aquilo tudo e que devíamos passar adiante o que só está ocupando espaço ou avançando no prazo de validade. Também acho bonitos e sedutores todos aqueles carros e celulares e poder comprar todos os objetos que me atraem quando passo na frente de vitrines, vejo catálogos, folheio revistas e etc.
Mas quando eu paro pra pensar, o que realmente me faz feliz é tão mais simples. É o conforto do tecido macio e limpo em contato com a pele na hora de deitar, é um prato saboroso para partilhar com os amigos numa boa conversa regada a uma bebida gostosa, é poder namorar sem pressa, em harmonia com o parceiro e com imaginação, é um banho relaxante quando chego da rua ou um perfume ressonando pela casa. É poder comprar os discos, livros e papéis que gosto e ouvir música em um bom aparelho, é poder viajar para lugares aconchegantes e charmosos na companhia dos meus queridos ou ver um filme no aconchego de casa ou em uma boa tela de cinema - de preferência, em Gramado. É poder caminhar no meio da natureza, fazer uma roda de violão com os amigos, sair pra dançar e tocar minha flauta. Ou mergulhar e ficar curtindo aquele som denso de concha marinha. O que mais eu preciso? O que for além é ótimo, mas sinceramente, não me faz falta. E nada destas coisas que citei despende muito dinheiro. Pode-se ter qualidade e conforto gastando pouco. Só é preciso conhecer os caminhos, achar as fontes, que normalmente não ficam tão expostas, poder planejar e observar.
E aí alguém pode pensar: ah, é a história das uvas, tá desdenhando. Eu já vivi em situações de excessivo consumo e de gastos desmedidos, no meio de quem tem muito, compra pelo prazer de ter e não sabe bem o que fazer, de tanto que tem. É legal, mas tá, e daí?! Precisa realmente gastar tanto, comprar tanto ou está compensando alguma falta irrremediável?! Tem sentido tudo aquilo a partir do momento em que passa a ser simbólico de um sentir-se bem momentâneo e exibicionista? Quando a possibilidade do não ter ou não poder comprar torna-se um desespero tão grande que a pessoa perde a própria identidade?!
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Ah, o que aconteceu? Enquanto eu estava na cozinha com a cabeça naqueles assuntos que não sei bem o rumo que irão tomar e tal, eu abri a porta para curtir o ar fresco da manhã. De repente entrou voando um daqueles passarinhos pecorruchos de peito amarelo que são tão delicados. Na mesma hora ele desviou minha atenção e me deu uma alegria tão boa! Ele rodopiou, pousou aqui, ali, rodopiou de novo por um tempo e saiu voando. E todos os meus pensamentos inseguros e inquietantes ficaram tão pequenos, tão desnecessários.
Realmente eu não preciso de muito para viver bem.
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Gostei disto

Ainda falando do Inspetor Clouseau:
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Brasileiríssima

Uma das minhas canções prediletas. Especialmente neste vídeo:
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Trecho do DVD Samba Meu, de Maria Rita, extraído do Youtube.

Tudo bem que o samba é carioquíssimo, não brasileiríssimo. Ou baianíssimo, diria Tia Ciata.
Não sou carioca, mas o samba também corre nas minhas veias, e com muita força.
Como entrou lá, só Deus (ou Clara Nunes) explica.
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