Há exatos oito anos atrás, no dia 25 de janeiro de 2001, iniciava o primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre.
A primeira edição teve um número acanhado de participantes ousados e bastante determinados. E com a grande imprensa local fingindo ignorar e até ironizando o evento. A TVE (tv educativa local) foi a única que cobriu todo o evento, mas seu alcance é ínfimo no Estado.
Só que o primeiro deu tão certo que na edição seguinte o número de jornalistas cobrindo o encontro já era quase igual ao número de participantes do primeiro.
E em 2005, a cobertura internacional da imprensa era uma das coisas mais absurdas que vi ao vivo aqui na cidade. Na caminhada de abertura, os canteiros ao longo da Av. Borges de Medeiros eram tomados de repórteres e fotógrafos tentando registrar um imenso tapete de pessoas em comunhão, cada uma se manifestando à sua maneira, numa mistura de povos, crenças, formas, cores, sons, línguas, linguagens e idéias como eu nunca testemunhei igual. Só quem estava lá sabe a emoção que foi tudo aquilo.
E a população do Rio Grande do Sul na praia, completamente alheia a tudo.
Até que, numa bela edição, o evento acabou sendo elevado à condição de moda, pela mesma imprensa que agora se tapeava para conseguir um espaço em meio a tanto interesse internacional e nacional pelo que estava sendo discutido no Fórum e no que ele estava desencadeando em diversos pontos do mundo e do Brasil.
E aí, claro! Todo mundo que ia pra praia em janeiro começou a prestar atenção, a ficar e, vejam só, resolveu participar!
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P.S.: Na primeira edição havia 630 delegados não cadastrados (fora os 4.070 cadastrados). Não cadastrado é quem se inscreve sem estar vinculado a alguma entidade ou organização. E 1.870 jornalistas cobrindo o evento - imprensa internacional + nacional. Na segunda edição havia, só de free-lancers, 697 jornalistas cobrindo o Fórum. Fora todos os outros credenciados, totalizando 3.356 jornalistas para 12.274 delegados (incluindo os não cadastrados). Os não cadastrados também ganhavam uma identificação, mas não podiam assistir as discussões principais (como as conferências) dentro dos auditórios porque não cabia todo mundo e os delegados cadastrados, como eram representantes de entidades, inclusive de muitos lugares diferentes, levariam as discussões adiante em suas organizações e entidades, disseminando assim, as idéias e discussões para um maior número de pessoas e países.
Em 2001 vieram pessoas de 117 países; em 2002, vieram de 123 países; em 2003, de 130 países; em 2005, de 151 países.
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