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sábado, 14 de março de 2009

Deus te vê

Não, esta ainda não é a novidade que está fermentando aqui nos bastidores do blog.

Estava lendo a coluna do Fischer, no Pesqueiro de hoje sobre a influência do pensamento católico na literatura e na formação do povo brasileiro e gaúcho.

Também tive minha cota de respingo católico. Fui criada por pais que não eram examente exemplos de católico praticante. Minha mãe sofreu influência, por ter estudado como interna em colégio de freiras e através de minha avó que, apesar de italiana, era discreta - daquelas que têm fé mas não ficam apregoando aos quatro cantos do mundo.

Meu pai sofreu influência da parte carola da família dele (polonesa), mas se opunha radicalmente, chegando a, em determinada época da vida, se recusar a ir em solenidades como batizado, comunhão.

Eu estudei em colégio luterano (dos luteranos da Alemanha, não dos Estados Unidos), mas não era ligada nestas questões, me interessando muito mais pela parte cultural e pela esportiva mesmo. Por essas e outras, me criei achando que não havia sofrido influência religiosa.

Doce ilusão em um país como o nosso.

O catolicismo perpassa a criação das pessoas como o perfume que ultrapassa as paredes da casa ecoando pelos corredores e arredores. Não tem como passar ilesa. Tem sempre alguém ou algum programa ou algum parente ou amigo, vizinho, enfim, alguém que vai te contaminar e quando tu vê, o vírus se manifesta.

Quanto ao episódio, quem sabe outra hora em conto. Já faz alguns anos que aconteceu, não foi nada muito absurdo ou que valha a pena comentar, mas foi o suficiente para eu perceber que não tinha escapado da influência negativa da Igreja. E constatar que eu não escapara me deixou bastante perplexa e frustrada. E isso, sim, é relevante comentar. Eu que me achava tão independente em relação às questões religiosas.

Outro dia minha mãe contou que quando elas iam no banheiro lá no internato de freiras, em Passo Fundo, havia um cartaz escrito:

DEUS TE VÊ.

Que absurdo! Depois não querem que a mulherada sofra de prisão de ventre. Gerações inteiras usando o vaso sanitário, tomando banho, escovando os dentes com "Deus" perseguindo elas até nas horas mais íntimas. E claro que se a mãe tem prisão de ventre, a filha, que acompanha diariamente o sofrimento da mãe, vai ficar com medo de ter prisão de ventre e vai desenvolvê-la, por consequência. E dale produto farmacêutico para desentupir Deus da cabeça das pessoas. Podiam inventar uma pílula contra dogmas.

Minha mãe, no que diz respeito a alguns pontos e por contar com o apoio dos pais dela, que tinham espiritualidade, mas eram bastante críticos e independentes de cabeça, conseguiu se livrar pelo menos desta seqüela da influência "divina". Meu intestino agradece!

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P.S.: eu sei que é dá-lhe, mas gosto mais de dale mesmo.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Revoluções por Minuto

Então, parece que chegamos, finalmente, à tão esperada Era de Aquarius. Hoje, dia 12 de fevereiro de 2009, véspera de uma sexta-feira 13.
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Não sei o que isto vai significar, nem se vai realmente interferir no andamento das coisas aqui neste planeta, mas o que estou sentindo é que eu vou sair bastante modificada deste ano de 2009. As coisas estão acontecendo numa velocidade tão assustadora que chega a dar medo. Se já estavam aceleradas, agora em janeiro parece que resolveram brincar de Ayrton Senna.
Pois, que venha a Era de Aquarius, com tudo de bom que possa emanar dela!

E pra recebê-la, nada melhor do que esta cena do musical Hair, de Milos Forman, filme que marcou parte da minha infância e a adolescência inteira:

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A música acaba e o ouvido já imerge mentalmente na próxima canção, dando continuidade à trilha sonora.

Este filme teve uma parcela grande de influência nas minhas relações com os musicais, com o canto e a dança, com a História, na minha forma de pensar o mundo, acentuando também o meu apreço pela diversidade e pela liberdade de pensamento. Eu o tenho como uma pérola, no cantinho do peito destinado às obras de Arte.

Nos próximos tempos ainda vou voltar a falar dele, mas em um post mais cuidadoso e aprofundado.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ironia

Sabe a mulher aquela que trabalhou a vida inteira na cordoaria da cidade? Pois é... em uma bela manhã enforcaram ela.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Em queda livre

Uma vez o Paulo Coimbra Guedes comentou na aula dele que: "Fulano se jogou na piscina sem ver se tinha água dentro", se referindo a desafios ousados e impensados.
Agora estou eu aqui me jogando, não em uma piscina, mas em um abismo, sem saber sequer se tem terra me esperando, que dirá água. Pior é que eu acho que vou me estatelar!
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PS.: este post não é sobre canção ou afins.
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