Ontem estive na Livraria do Trem para mais uma das celebrações à vida que a Manu costuma fazer nessas épocas. Na verdade, era para abrirmos a noite com um Grenal feminino, mas São Pedro teve dó de nosotras e nos poupou de pagar este pequeno mico sob o olhar dos rapazes. Mas o negócio é que foi tão bom ver aquele povo de novo! Parecia que estávamos na época do Renato novamente, com todo o seu universo de detalhes relevantes e prazeirosos. À medida que o tempo ia passando, entre conversas, cervejas e baguncinhas, as lembranças foram se aprochegando, dos dias não muito distantes em que ficávamos até altas horas da madrugada, já de portas fechadas, tocando e cantando com aqueles instrumentos que eu não sei de onde ele tirava porque iam aparecendo de repente, do nada, dos esconderijos secretos, daquelas seleções musicais saborosamente boas, do ambiente aconchegante onde íamos nos chegando como se estivéssemos em casa, cercados de livros e objetos atraentes com cheiro de história, do burburinho do truco do pessoal, das pessoas queridas. Um tempo que sabíamos, não duraria pra sempre, talvez por isso tenha sido tão aproveitado.
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PS.: em tom de madeira, para combinar com a decoração.
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