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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ô som bom de cantar, Siô!

My Favorite Things
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Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
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Cream colored ponies and crisp apple strudels
Door bells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
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Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into Springs
These are a few of my favorite things
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When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
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Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
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Cream colored ponies and crisp apple strudels
Door bells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
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Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into Springs
These are a few of my favorite things
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When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
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Esta letra parece bobinha, não é?! Entretanto, só em cantá-la, a freqüência já muda. Tá duvidando? Então, tenta!
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E não, eu não estou tendo uma crise de Pollyanna!
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Gostos e seus "mistérios"

Estava aqui ouvindo Coldplay - again and again and again.
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Não sou muito de ter meio-termo em relação às pessoas ou coisas das quais gosto. Sempre foi assim. Quando me interessava por algo, costumava ser pra valer e pra permanecer. Meus gostos eram bem específicos e intensos. Quando surgia outro foco de interesse tão forte quanto, ele nunca vinha para tomar o lugar dos demais, mas para se juntar a eles. Eu ouvia vários tipos de música, dentro do que meu universo permitia, mas havia aquelas poucas que não tinham muita explicação racional e que não me largavam mais. Normalmente acontecia de ter algo no ritmo, na batida ou na forma de cantar que me pegava logo de cara.
Não era de seguir a moda, mas os meus próprios critérios e percepções, que guardava para mim mesma. Também não tinha o hábito de ficar mostrando para os outros o que encontrava e tentar impor ou convencer, a menos que alguém se interessasse por conta própria.
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Algumas vezes o que me chamava a atenção era uma música apenas, de um disco específico de um cara, como no caso do Billy Bragg. Me apaixonei por uma faixa deste disco Talking with the Taxman about Poetry, acho que em 1986. Devo ter ouvido ela no rádio e enquanto não descobri quem cantava e comprei o disco, não sosseguei.
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Deixo aqui um vídeo do youtube, da gravação que me pegou na época:
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Ainda gosto muito dela.
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domingo, 2 de novembro de 2008

O casulo

Difícil não lembrar do meu pai em um dia como hoje. Mas eu estava aqui pensando que sempre que vou a um velório se reforça em mim a sensação de que o corpo físico, este em que habitamos, é apenas um casulo, sabe?! Para usarmos enquanto estamos lagartas. Então quando vem a morte, a lagarta rompe a casca e vai embora. E o que fica é aquele casco frágil e amarelado, seco, como os que vemos grudados nas árvores dos bosques e que se quebra na primeira batida. Não tem mais ninguém ali. Não faz mais sentido estar ali. O que fica é a certeza de que não tem mais volta
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Ou como diz Mario Quintana:
----------------Seu retrato está completo. ----------------------
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sábado, 1 de novembro de 2008

No tempo das cartas

Estava lendo o texto do Fabrício Carpinejar, Finados na minha caixa de mensagens, agora há pouco:
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"Fui fazer faxina em minha caixa de endereços. Limpar os nomes duplicados, uniformizar os conhecidos, distribuí-los pelas suas cidades. Dedica-se a manhã e a tarde para uma atividade que julgava cumprir em uma hora. Trabalho chato, porém indispensável. Assim como meu pai nos botava a retirar o osso do peixe para merecê-lo.

Encontrei o nome de um amigo falecido. Ao deletá-lo mecanicamente, apareceu a mensagem perguntando se tinha certeza daquilo. Vacilei. Era como se o próprio finado me questionasse se o apagaria da minha vida. Pressionado, ninguém tem certeza. Eu, muito menos.

Seria enterrá-lo de novo. Desprezar a sua lembrança.

Espiei ao lado para ver se um vulto se mexia na cortina. Respirei fundo e tratei toda aquela suposição como bobagem, estresse. Ele não conseguiria responder, o que valeria manter seu nome para ocupar espaço? (E, se por sinal replicasse, ficaria dominado pelo pavor, ainda que fosse uma resposta automática).

Mas o mal-estar não desapareceu com o meu realismo. Agravou-se. Raspava o teclado como um soletrador de piano. Não pulava de tecla. Sentei em mim, denso, com as costas do mar em meus ouvidos. Bateu uma moleza de sesta, um aborrecimento antigo." (para ler o final da história, acesse o site)

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Meu pai faleceu há alguns meses atrás. E eu não consigo apagar o número dele do meu celular. Nem o número, nem as mensagens.

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sábado, 18 de outubro de 2008

Saudades do Renato

Ontem estive na Livraria do Trem para mais uma das celebrações à vida que a Manu costuma fazer nessas épocas. Na verdade, era para abrirmos a noite com um Grenal feminino, mas São Pedro teve dó de nosotras e nos poupou de pagar este pequeno mico sob o olhar dos rapazes. Mas o negócio é que foi tão bom ver aquele povo de novo! Parecia que estávamos na época do Renato novamente, com todo o seu universo de detalhes relevantes e prazeirosos. À medida que o tempo ia passando, entre conversas, cervejas e baguncinhas, as lembranças foram se aprochegando, dos dias não muito distantes em que ficávamos até altas horas da madrugada, já de portas fechadas, tocando e cantando com aqueles instrumentos que eu não sei de onde ele tirava porque iam aparecendo de repente, do nada, dos esconderijos secretos, daquelas seleções musicais saborosamente boas, do ambiente aconchegante onde íamos nos chegando como se estivéssemos em casa, cercados de livros e objetos atraentes com cheiro de história, do burburinho do truco do pessoal, das pessoas queridas. Um tempo que sabíamos, não duraria pra sempre, talvez por isso tenha sido tão aproveitado.
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PS.: em tom de madeira, para combinar com a decoração.
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