domingo, 26 de abril de 2009
Então, a todos os brasileiros guerreiros
Líder dos Templários
(Jorge Benjor, Jorge Vercilo, Jorge Mautner e Jorge Aragão)
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Oxóssi da mata, Ogum do Ferro
Salamâleico, âleicon, salamalan
.
Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário
E hoje vive em nosso imaginário
.
Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
O terreno ambíguo
Porque ele é um herói
Ele tem pulsações humanas
.
E é por isso que ele é tão querido
Em todos os lugares
Pelas crianças, pela população
.
Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário
E hoje vive em nosso imaginário
.
Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
De Camões à Fernando Pessoa
Nós somos resultado
Dessa peregrinação longínqua
De combates e de glórias
De afirmação do bem contra o mal,
E mesmo na era cibernética,
No mundo digital, no holograma
Ali está São Jorge
Triunfante lá na frente de todos nós,
É a pipoca da pororoca da imaginação
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro,
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge Guerreiro
Santo Salvador
.
Saravá, colofé, motumbá
.
Vem nos ajudar
Vem curar a dor
Vem nos ajudar
.
Salamâleico, âleicon, salamalan
Shalon shalon
.
Amém
.
Santo Salvador
.
Como sempre, para ouvir a todo volume.
Segue o vídeo, do Youtube:
.
.
Êta suingue danado de bom, Siô!
.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Os cinco sentidos
domingo, 22 de março de 2009
Bairrismo
domingo, 15 de março de 2009
A Novidade
O primeiro deles é de Marcos Sosa, uma resenha do CD Percussìvé, do compositor e violonista gaúcho Felipe Azevedo.
___________________________________________________
Felipe Azevedo: mãos no ritmo e cabeça na canção
À audição de Percussìvé, mais recente álbum de Felipe Azevedo, talvez sejam estas as linhas gerais trazidas a qualquer comentário de causas e efeitos de sua canção.
E a palavra de Percussìvé é plena, miscigenada, brasileiríssima. Maracatu torto, Balaio de cordas e Balanço tupiniquim (as duas últimas com a participação de Marcos Suzano), por exemplo, parecem cruzar as pontas norte e sul, acenando para um conhecimento de brasilidade que por vezes se esquece de acontecer, no isolacionismo de cada uma de nossas ilhas culturais. Tema para um compasso de espera, na voz de Mônica Salmaso, trata com carinho da paixão como promessa, virtude e loucura. Já Norato Ciber Cobra e Canibalismoderno referem com naturalidade questões contemporâneas como o avanço da tecnologia e da genética, com certo humor doce e antropofagia inusitada. São 14 faixas mais duas vinhetas, para revelar um país continental onde as diferenças não passam de uma brincadeira inocente.
É de se notar, também, que Percussìvé vem sublinhado com um segundo elemento ao título: "a prece do louva-a-deus". À abertura do encarte, fazendo as vezes de dicionarista, Felipe define o inseto como melhor lhe cabe dizer, trazendo Guimarães Rosa, Tarsila do Amaral, e mais um punhado de reflexões pessoais, dentre as quais uma parece definidora: "Imagino suas patas dianteiras tamborilando as cordas de um violão". O louva-a-deus, "imóvel a espiar os arredores da vida no seu habitat", traduz, enfim, a verve de um compositor dedicado, gaúcho mas não só, com as mãos no ritmo brasileiro e a cabeça na canção.
sábado, 14 de março de 2009
Deus te vê
Estava lendo a coluna do Fischer, no Pesqueiro de hoje sobre a influência do pensamento católico na literatura e na formação do povo brasileiro e gaúcho.
Também tive minha cota de respingo católico. Fui criada por pais que não eram examente exemplos de católico praticante. Minha mãe sofreu influência, por ter estudado como interna em colégio de freiras e através de minha avó que, apesar de italiana, era discreta - daquelas que têm fé mas não ficam apregoando aos quatro cantos do mundo.
Meu pai sofreu influência da parte carola da família dele (polonesa), mas se opunha radicalmente, chegando a, em determinada época da vida, se recusar a ir em solenidades como batizado, comunhão.
Eu estudei em colégio luterano (dos luteranos da Alemanha, não dos Estados Unidos), mas não era ligada nestas questões, me interessando muito mais pela parte cultural e pela esportiva mesmo. Por essas e outras, me criei achando que não havia sofrido influência religiosa.
Doce ilusão em um país como o nosso.
O catolicismo perpassa a criação das pessoas como o perfume que ultrapassa as paredes da casa ecoando pelos corredores e arredores. Não tem como passar ilesa. Tem sempre alguém ou algum programa ou algum parente ou amigo, vizinho, enfim, alguém que vai te contaminar e quando tu vê, o vírus se manifesta.
Quanto ao episódio, quem sabe outra hora em conto. Já faz alguns anos que aconteceu, não foi nada muito absurdo ou que valha a pena comentar, mas foi o suficiente para eu perceber que não tinha escapado da influência negativa da Igreja. E constatar que eu não escapara me deixou bastante perplexa e frustrada. E isso, sim, é relevante comentar. Eu que me achava tão independente em relação às questões religiosas.
Outro dia minha mãe contou que quando elas iam no banheiro lá no internato de freiras, em Passo Fundo, havia um cartaz escrito:
DEUS TE VÊ.
Que absurdo! Depois não querem que a mulherada sofra de prisão de ventre. Gerações inteiras usando o vaso sanitário, tomando banho, escovando os dentes com "Deus" perseguindo elas até nas horas mais íntimas. E claro que se a mãe tem prisão de ventre, a filha, que acompanha diariamente o sofrimento da mãe, vai ficar com medo de ter prisão de ventre e vai desenvolvê-la, por consequência. E dale produto farmacêutico para desentupir Deus da cabeça das pessoas. Podiam inventar uma pílula contra dogmas.
Minha mãe, no que diz respeito a alguns pontos e por contar com o apoio dos pais dela, que tinham espiritualidade, mas eram bastante críticos e independentes de cabeça, conseguiu se livrar pelo menos desta seqüela da influência "divina". Meu intestino agradece!
.
P.S.: eu sei que é dá-lhe, mas gosto mais de dale mesmo.
.
quinta-feira, 5 de março de 2009
O espaço físico, o espaço virtual e a interferência deles nas relações sociais
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Dançar ou não dançar, eis a questão
A delicada poesia de Manoel de Barros
VI
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Revoluções por Minuto
Não sei o que isto vai significar, nem se vai realmente interferir no andamento das coisas aqui neste planeta, mas o que estou sentindo é que eu vou sair bastante modificada deste ano de 2009. As coisas estão acontecendo numa velocidade tão assustadora que chega a dar medo. Se já estavam aceleradas, agora em janeiro parece que resolveram brincar de Ayrton Senna.
E pra recebê-la, nada melhor do que esta cena do musical Hair, de Milos Forman, filme que marcou parte da minha infância e a adolescência inteira:
.
.
A música acaba e o ouvido já imerge mentalmente na próxima canção, dando continuidade à trilha sonora.
Este filme teve uma parcela grande de influência nas minhas relações com os musicais, com o canto e a dança, com a História, na minha forma de pensar o mundo, acentuando também o meu apreço pela diversidade e pela liberdade de pensamento. Eu o tenho como uma pérola, no cantinho do peito destinado às obras de Arte.
Nos próximos tempos ainda vou voltar a falar dele, mas em um post mais cuidadoso e aprofundado.
.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Uma historinha simpática
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Reflexões sobre a cidade
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Um textículo sem compromisso
Qual era mesmo o ano? Ah, devia ser por volta de 1984. Era o começo da abertura política, mas ainda vigorava um forte resquício de ditadura militar. Lembro que éramos todos uns fedelhos e havia a tal da Censura, que estipulava uma idade limite para tudo: para ver filme (o tempo das matinês), para ir no clube dançar (somente à tardinha, nas festas para menores), para ver televisão – é, isso não é invenção de agora, não.
Naquela época, São Leopoldo ainda era uma cidade com forte influência alemã, sem a padronização comercial das cortinas de ferro, das lojas de 1,99 e das casas de bingo e mega redes comerciais, características dos grandes centros urbanos atuais. As casas tinham personalidade, com suas varandas e jardins e com as fachadas ornamentais, de aspecto antigo e convidativo. As ruas eram estreitas e de paralelepípedos, iluminadas pelas janelas e burburinhos das residências, onde era possível ver que existia vida em movimento pro trás das paredes, uma realidade distante do desértico silêncio escuro que habita as ruas atuais. E havia o dito “valão”, a céu aberto, como se fosse um mini riacho Ipiranga, localizado onde hoje ficam os canteiros da Avenida João Corrêa. Shopping Center era uma palavra incomum no vocabulário das pessoas, menos ainda da piazada. Havia o Iguatemi, em Porto Alegre, que estava no auge da sua inauguração, um ou outro centro comercial pequeno e só. E existiam os das metrópoles, como o BarraShopping, na Barra da Tijuca, no Rio, e o primeiro Iguatemi, de Salvador.
Em São Leopoldo, os cinemas funcionavam também como ponto cultural, servindo eventualmente de palco para algum festival local. Havia dois cinemas de calçada, o Cine Brasil e o Cine Independência, chamado carinhosamente de “pulgueiro” porque, enfim, não precisa explicar, não é?! E que seria o primeiro a fechar as portas, uma década mais tarde.
Ambos, acho que pertenciam ao mesmo dono, o Seu Não-lembro-o-nome. O Cine Brasil tinha a famosa Sessão de Arte, que ocorria toda a sexta à noite e passava somente filmes que não transitavam no circuito comercial, mais ou menos o que hoje fazem nas salas da Usina do Gasômetro e Casa de Cultura, em Porto Alegre. A Sessão de Arte acabava sendo uma espécie de ponto de encontro cultural da cidade. Diziam que o dono criara a noite de sexta para poder ver os filmes que ele mesmo queria ver e que não podia porque não chegavam aos circuitos oficiais.
Nós costumávamos ir sempre. Naquelas épocas era difícil achar outras opções de filme. Não sei se as locadoras de vídeo não haviam se propagado até a região ou se elas não faziam parte do meu universo particular. Na minha vida, elas passaram a existir na segunda metade da década de 1980.
Eu tinha uma amiga com quem convivia muito nos primeiros anos de colégio. Éramos praticamente irmãs, aquela coisa de se vestir igual, de fazer o mesmo penteado, usar a Melissinha nos mesmos dias e etc. Ela era ótima, mas um pouco desligada.
Uma sexta, meus pais tiveram a idéia de nos levar juntas à Sessão de Arte, para ver o quê? Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos, que havia sido filmado há pouco e que não era benquisto pelo pessoal da Ditadura Militar. Como eram anos de abertura política, filmes deste tipo geravam certa ansiedade, uma expectativa diferente, algo como saborear um doce que fora escondido dos olhos em alguma lata secreta que sabíamos existir.
Quando chegamos à bilheteria, minha mãe pediu três ingressos. Como eu tinha cara de mais velha, aparentando 18 ou mais, nunca houve problema de idade. Foi então que o bilheteiro olhou para a minha amiga e apontou para a tarja no cartaz: proibido para menores de 16 anos. Tínhamos 13, na época. O bilheteiro olhou pra cara dela e perguntou: Quantos anos tu tem?
Pronto! Ficamos as duas do lado de fora. Eu devo ter ficado de fora de todos os filmes proibidos depois disso. Sorte que não durou muito tempo.
No início da década, São Leopoldo ainda era uma cidade onde era possível qualquer um zanzar à noite, a pé e com segurança, pelas ruas da cidade, mas eu não lembro como foi o final da história. Acho que ficamos esperando minha mãe sair da sessão ou algo parecido. Ou subimos de volta para casa.
.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Difícil é escolher qual delas
Acho que ainda fico com Pra onde o Sul nos carregue. Ela poderia entrar na minha série Música para Chorar.
.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Acorde Brasileiro
.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Divagações a partir da Estética do Frio.
.
Em grande parte, as minhas percepções permeavam as mesmas descritas no texto de Vitor Ramil:
"E me dei conta de que o frio simbolizava o Rio Grande do Sul. Passei a ver o frio como metáfora amplamente definidora do gaúcho.
Esta idéia foi-se enchendo de sentido na medida em que, morando no Rio de Janeiro e viajando constantemente pelo Brasil, passei a sentir o clima tropical – a regularidade de um clima de mudanças tão discretas entre as estações; o calor; a presença constante e vital do sol, do mar e dos rios – como um grande pano de fundo onde se repetiam certas características que pareciam unificar o modo de ser dos brasileiros em sua diversidade. Deparei-me em muitos lugares – e lugares distantes entre si – com um mundo de valores, de hábitos, de gostos e anseios compartilhados que para mim não tinham a mesma significação. Mais objetivamente, vivenciei a expansividade, o excesso, o emocional, o gosto pelas ruas, pela diversão, pela alegria, pelo culto ao corpo, pela dança, pelo ritmo, pelo colorido, pela espontaneidade, pelo caos, pelo múltiplo, pelo variado, pelo eclético, etc." (trecho de Estética do Frio)
Eu reconheci a minha experiência e as minhas percepções no que para ele foi "viver em um clima tropical", tanto no que diz respeito às mudanças tão discretas, quanto no que diz respeito à expansividade, ao excesso, ao emocional, ao gosto pelas ruas e tudo aquilo.
Entretanto o meu exílio foi um outro, mas que desencadeou o mesmo sentimento de "frio" que deu origem à Estética:
Sempre tive uma relação dúbia com o frio sulino. Se por um lado eu sofria com a falta de infra-estrutura adequada, por outro lado gostava demais do universo todo que ele compõe, do pinhão na chapa do fogão a lenha, dos cheiros, do café saboroso (o hábito do chimarrão, eu adquiri em Aracaju - é, pois é) do vinho, dos momentos todos em volta da mesa, das comidas diversificadas e a mesa farta, das roupas elegantes e aconchegantes, de dormir embaixo das cobertas, do vento gelado no rosto, da melancolia das praias no inverno, do barro vermelho do Alto Uruguai nos sapatos e a fumaça das chaminés das casas.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Feira do Livro
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O tempo dos jacarandás
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Quando a Cultura Popular e a Academia se encontram
domingo, 26 de outubro de 2008
Para refletir
No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal. Dentre esses círculos, foi sem dúvida o da família aquele que se exprimiu com mais força e desenvoltura em nossa sociedade. E um dos efeitos decisivos da supremacia incontestável, absorvente, do núcleo familiar – a esfera, por excelências dos chamados “contatos primários”, dos laços de sangue e de coração – está em que as relações que se criam na vida doméstica sempre forneceram o modelo obrigatório de qualquer composição social entre nós. Isso ocorre mesmo onde as instituições democráticas, fundadas em princípios neutros e abstratos, pretendem assentar a sociedade em normas antiparticulares. (...)” (HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 145-146)
