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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Passeios mentais

Sempre lembro do Sérgio Buarque de Holanda quando leio ou ouço a respeito de 1982. Foi nesse ano que o Chico Buarque, filho do Sérgio, começou a compor com Edu Lobo um dos mais belos trabalhos de sua carreira: O Grande Circo Místico, de 1983, composto para o Ballet Teatro Guaíra, do Paraná, em espetáculo inspirado no poema homônimo de Jorge de Lima.
Em 1982 surgiram canções como Beatriz, Ciranda da Bailarina, Sobre Todas as Coisas, Na Carreira, O Circo Místico e Valsa dos Clowns. Eles já haviam composto uma canção juntos, Moto-contínuo, de 1981, mas foi em 1982 que a parceira foi retomada e se consolidou pra valer.
O disco é delicado e agrada mais em função das melodias do Edu Lobo do que propriamente das letras do Chico.
Em compensação, Beatriz é praticamente imbatível.
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P.S.: O poema foi publicado no livro de Jorge de Lima denominado A Túnica Inconsútil, de 1938. Segundo entrevista de Chico Buarque para a Revista Nova América, em 1989, a personagem Agnes, que no texto original é uma equilibrista, teria servido a Chico na construção da Beatriz da canção, que teria virado atriz nas mãos do compositor para facilitar a rima. E o sétimo céu da letra também seria uma homenagem à Beatriz Portinari, a amada de Dante Alighieri.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Uma aldeia um pouco singular

Na Literatura e na Canção se fala com certa freqüência naquela máxima "canta a tua aldeia" como forma de entender e revelar o mundo, referência que funciona tão bem com Vitor Ramil, Nei Lisboa, e diversos artistas de áreas diferentes. E aí eu fico pensando na obra do Chico Buarque, que é meu objeto de estudo - para quem não sabe, caso haja vida aí na frente da tela. A sua obra é a de um artista que vive no meio da efervescência "oficial" do Brasil. E o Chico, não canta sua aldeia? Canta! Tudo bem que essa "aldeia" está no centro midiático e cultural brasileiro. Mas não deixa, mesmo assim, de ser a aldeia dele.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O geógrafo

"Quem pensa o novo são os homens do povo e seus filósofos, que são os músicos, cantores, poetas, os grandes artistas e alguns intelectuais." (Milton Santos)

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E viva a canção brasileira!

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