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domingo, 10 de maio de 2009
Um comentário curto e Canção
A lua cheia chegou novamente e mais uma vez me encantei com ela.
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Mudando de saco pra mala, esta semana tem mais um encontro do Núcleo de Estudos da Canção - aberto ao público, como sempre. Caso alguém que esteja lendo isto tenha interesse em participar ou queira divulgar, ele ocorre uma terça-feira por mês (no caso, dia 12/05), às 18:30 horas. Nesta terça será no Plenarinho (Reitoria da UFRGS) e quem vai falar, se não me engano é o Arthur de Faria, sobre um trabalho de pesquisa dele. Pra quem gosta de canção, as discussões são sempre produtivas. Fica a dica!
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domingo, 26 de abril de 2009
Então, a todos os brasileiros guerreiros
Que canção forte esta:
Líder dos Templários
(Jorge Benjor, Jorge Vercilo, Jorge Mautner e Jorge Aragão)
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Oxóssi da mata, Ogum do Ferro
Salamâleico, âleicon, salamalan
.
Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário
E hoje vive em nosso imaginário
.
Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
O terreno ambíguo
Porque ele é um herói
Ele tem pulsações humanas
.
E é por isso que ele é tão querido
Em todos os lugares
Pelas crianças, pela população
.
Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário
E hoje vive em nosso imaginário
.
Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
De Camões à Fernando Pessoa
Nós somos resultado
Dessa peregrinação longínqua
De combates e de glórias
De afirmação do bem contra o mal,
E mesmo na era cibernética,
No mundo digital, no holograma
Ali está São Jorge
Triunfante lá na frente de todos nós,
É a pipoca da pororoca da imaginação
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro,
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge Guerreiro
Santo Salvador
.
Saravá, colofé, motumbá
.
Vem nos ajudar
Vem curar a dor
Vem nos ajudar
.
Salamâleico, âleicon, salamalan
Shalon shalon
.
Amém
.
Santo Salvador
.
Como sempre, para ouvir a todo volume.
Segue o vídeo, do Youtube:
.
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Êta suingue danado de bom, Siô!
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Líder dos Templários
(Jorge Benjor, Jorge Vercilo, Jorge Mautner e Jorge Aragão)
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Oxóssi da mata, Ogum do Ferro
Salamâleico, âleicon, salamalan
.
Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário
E hoje vive em nosso imaginário
.
Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo Brasileiro, Brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor,
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
O terreno ambíguo
Porque ele é um herói
Ele tem pulsações humanas
.
E é por isso que ele é tão querido
Em todos os lugares
Pelas crianças, pela população
.
Estórias de um Santo lutador
Líder soberano dos templários
No povo a sua força se perpetuou
E hoje vive em nosso imaginário
E hoje vive em nosso imaginário
.
Mas todo imaginário tem valor
E pode transformar esse cenário
A mente criadora é um dom maior
Naqueles que são revolucionários
Naqueles que são revolucionários
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
Eu sou cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
De Camões à Fernando Pessoa
Nós somos resultado
Dessa peregrinação longínqua
De combates e de glórias
De afirmação do bem contra o mal,
E mesmo na era cibernética,
No mundo digital, no holograma
Ali está São Jorge
Triunfante lá na frente de todos nós,
É a pipoca da pororoca da imaginação
.
Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro,
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
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Tem fé que Jorge é de ajudar
A todo brasileiro, brasileiro guerreiro
São Jorge cavaleiro da flor
São Jorge protetor, protetor, protetor
.
São Jorge protetor, protetor, protetor
São Jorge Guerreiro
Santo Salvador
.
Saravá, colofé, motumbá
.
Vem nos ajudar
Vem curar a dor
Vem nos ajudar
.
Salamâleico, âleicon, salamalan
Shalon shalon
.
Amém
.
Santo Salvador
.
Como sempre, para ouvir a todo volume.
Segue o vídeo, do Youtube:
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Êta suingue danado de bom, Siô!
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Antes que eu esqueça
domingo, 5 de abril de 2009
A elasticidade dos conceitos
O que, exatamente, diferencia uma canção como esta última do Arnaldo Antunes de uma canção dita brega?!
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Por que é Arnaldo Antunes apresentando a canção?
Por que é Arnaldo Antunes cantando?
Por que Arnaldo Antunes é cult?
Por que ele é um pensador?
Você já ouviu Arnaldo Antunes cantando na Rádio Caiçara? Não, né?! Mas esta canção não poderia tocar na Caiçara?
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
Por que eu não faria mergulho
domingo, 15 de março de 2009
A Novidade
A novidade é a seguinte: de hoje em diante vou começar a postar aqui, eventualmente, textos de outras pessoas.
O primeiro deles é de Marcos Sosa, uma resenha do CD Percussìvé, do compositor e violonista gaúcho Felipe Azevedo.
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O primeiro deles é de Marcos Sosa, uma resenha do CD Percussìvé, do compositor e violonista gaúcho Felipe Azevedo.
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Felipe Azevedo: mãos no ritmo e cabeça na canção
por Marcos Sosa
Franqueza musical, eis um valor decisivo à composição. Presente nas melhores pautas, das clássicas às contemporâneas, exige do compositor um plano de referências amplo e consistente à aplicação da técnica, equilibrado à inventividade que a cada artista é dada cumprir.
À audição de Percussìvé, mais recente álbum de Felipe Azevedo, talvez sejam estas as linhas gerais trazidas a qualquer comentário de causas e efeitos de sua canção.
À audição de Percussìvé, mais recente álbum de Felipe Azevedo, talvez sejam estas as linhas gerais trazidas a qualquer comentário de causas e efeitos de sua canção.
Violonista que pensa o instrumento com franqueza de pesquisador e alma de artista, faz das seis cordas uma pátria cheia de segredos. Dessa junção, duas inferências correm lado a lado: uma que se liga ao conhecimento detalhado das raízes do ritmo brasileiro, em que o violão interpreta os melhores compassos formadores de tradições, e outra que redunda na invenção melódica com os dois pés no contraponto. O resultado, por sua vez, tem mais de desacomodação e menos de repouso.
Trata-se, porém, de uma desacomodação criadora, lúcida, num alto sentido e valor, que passa por uma experimentação por vezes de resultados inusitados, noutros momentos curiosa, compondo um painel delicado e descolado, detalhado e auto-sustentado, em que a exploração desta pátria cheia de segredos traz uma vivacidade de grande preparo à palavra.
E a palavra de Percussìvé é plena, miscigenada, brasileiríssima. Maracatu torto, Balaio de cordas e Balanço tupiniquim (as duas últimas com a participação de Marcos Suzano), por exemplo, parecem cruzar as pontas norte e sul, acenando para um conhecimento de brasilidade que por vezes se esquece de acontecer, no isolacionismo de cada uma de nossas ilhas culturais. Tema para um compasso de espera, na voz de Mônica Salmaso, trata com carinho da paixão como promessa, virtude e loucura. Já Norato Ciber Cobra e Canibalismoderno referem com naturalidade questões contemporâneas como o avanço da tecnologia e da genética, com certo humor doce e antropofagia inusitada. São 14 faixas mais duas vinhetas, para revelar um país continental onde as diferenças não passam de uma brincadeira inocente.
É de se notar, também, que Percussìvé vem sublinhado com um segundo elemento ao título: "a prece do louva-a-deus". À abertura do encarte, fazendo as vezes de dicionarista, Felipe define o inseto como melhor lhe cabe dizer, trazendo Guimarães Rosa, Tarsila do Amaral, e mais um punhado de reflexões pessoais, dentre as quais uma parece definidora: "Imagino suas patas dianteiras tamborilando as cordas de um violão". O louva-a-deus, "imóvel a espiar os arredores da vida no seu habitat", traduz, enfim, a verve de um compositor dedicado, gaúcho mas não só, com as mãos no ritmo brasileiro e a cabeça na canção.
E a palavra de Percussìvé é plena, miscigenada, brasileiríssima. Maracatu torto, Balaio de cordas e Balanço tupiniquim (as duas últimas com a participação de Marcos Suzano), por exemplo, parecem cruzar as pontas norte e sul, acenando para um conhecimento de brasilidade que por vezes se esquece de acontecer, no isolacionismo de cada uma de nossas ilhas culturais. Tema para um compasso de espera, na voz de Mônica Salmaso, trata com carinho da paixão como promessa, virtude e loucura. Já Norato Ciber Cobra e Canibalismoderno referem com naturalidade questões contemporâneas como o avanço da tecnologia e da genética, com certo humor doce e antropofagia inusitada. São 14 faixas mais duas vinhetas, para revelar um país continental onde as diferenças não passam de uma brincadeira inocente.
É de se notar, também, que Percussìvé vem sublinhado com um segundo elemento ao título: "a prece do louva-a-deus". À abertura do encarte, fazendo as vezes de dicionarista, Felipe define o inseto como melhor lhe cabe dizer, trazendo Guimarães Rosa, Tarsila do Amaral, e mais um punhado de reflexões pessoais, dentre as quais uma parece definidora: "Imagino suas patas dianteiras tamborilando as cordas de um violão". O louva-a-deus, "imóvel a espiar os arredores da vida no seu habitat", traduz, enfim, a verve de um compositor dedicado, gaúcho mas não só, com as mãos no ritmo brasileiro e a cabeça na canção.
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Marcos Sosa é professor. O texto Felipe Azevedo: mãos no ritmo e cabeça na canção foi publicado em 20 de setembro de 2008, no site Portfolio.
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quinta-feira, 12 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
O espaço físico, o espaço virtual e a interferência deles nas relações sociais
No princípio eram as ágoras, as praças dos tempos da Grécia antiga, com suas áreas físicas amplas onde as pessoas falavam para uma quase multidão aglomerada em espaços comuns, em pleno contato físico.
Assim transcorreram séculos.
Depois surgiram as praças das cidades, não tão amplas, muitas vezes, mas ainda a céu aberto e estimulando o contato físico.
Trancorrido mais um período, não tão longo, apareceu o rádio, com a possibilidade de atingir pessoas a uma distância maior que a da voz, com um som mais potente saindo dos postes e das casas. Era o início do século XX. As pessoas ainda se concentravam nos espaços públicos ou em grandes salões para ouvir a transmissão sonora. Havia a proximidade física, o olho no olho.
Então veio a televisão, em meados do século XX, com sua tela que facilitava a compreensão da mensagem, sem exigir tanta atenção auditiva, mas que necessitava de espaços menores, em função do tamanho das imagens. O contato físico permaneceu, mas as pessoas começaram a sentar lado a lado, sem o olho no olho, para não atrapalhar a recepção da mensagem televisiva. A conversa passou a segundo plano.
Depois dela, veio o computador aliado à internet, com o monitor individual, mas com um poder de alcance que desestabilizava, de forma quase definitiva, as barreiras geográficas, enquanto atingia um número muito maior de criaturas humanas. As pessoas emudeceram por completo e, tanto elas quanto o espaço físico, passaram a ser individualizados - cada um em seu canto com sua tela particular.
E por último, pelo menos até este momento, surgiu o blog, que não somente passou a atingir um número imenso de pessoas de forma individual e virtual, mas a divulgar a vida íntima, o que vai lá dentro de cada indivíduo. Cada criatura expondo seus textos, fazendo sua escrita, democratizando, digamos assim, não somente a divulgação desta escrita, mas a exposição da intimidade particular de quem posta - de quem publica.
Na mesma proporção que o homem foi segregando-se dos seus semelhantes e individualizando o espaço físico, ele foi aumentando, teoricamente, o poder de alcancer de suas idéias. Teoricamente, porque o excesso de textos na internet está, cada vez mais, pulverizando o público leitor.
Quanto mais longe o ser humano tende a chegar para atingir outros seres, mais ele se afasta dos outros no plano das relações sociais físicas e afetivas, pois quanto maior a quantidade de pessoas possivelmente atingidas, maiores os graus de individualismo e da virtualidade da relação desenvolvida. E maior a necessidade de se comunicar e de expor as suas particularidades, de chamar a atenção, de aproximar-se dos outros humanos, ainda que de forma ilusória, no mar de monólogos que circulam hoje pelo mundo.
Claro que estou generalizando na minha análise, que a internet não virtualiza tanto o contato, aproximando, muitas vezes, pessoas que jamais se conheceriam ou se encontraríam de outra forma, mas é uma possibilidade que pode vir a acontecer mesmo.
Isto é muito maluco!
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P.S.: o texto acima foi pensado e construído a partir da leitura do livro Blog: comunicação e escrita íntima na internet, de Denise Schittine, edição 2004, e do meu próprio trabalho e pesquisa sobre a(s) cidade(s) em Chico Buarque de Holanda.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Ô som bom de cantar, Siô!
My Favorite Things
.
Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
.
Cream colored ponies and crisp apple strudels
Door bells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
.
Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into Springs
These are a few of my favorite things
.
When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
.
Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
.
Cream colored ponies and crisp apple strudels
Door bells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
.
Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into Springs
These are a few of my favorite things
.
When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
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Esta letra parece bobinha, não é?! Entretanto, só em cantá-la, a freqüência já muda. Tá duvidando? Então, tenta!
.E não, eu não estou tendo uma crise de Pollyanna!
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Revoluções por Minuto
Então, parece que chegamos, finalmente, à tão esperada Era de Aquarius. Hoje, dia 12 de fevereiro de 2009, véspera de uma sexta-feira 13.
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Não sei o que isto vai significar, nem se vai realmente interferir no andamento das coisas aqui neste planeta, mas o que estou sentindo é que eu vou sair bastante modificada deste ano de 2009. As coisas estão acontecendo numa velocidade tão assustadora que chega a dar medo. Se já estavam aceleradas, agora em janeiro parece que resolveram brincar de Ayrton Senna.
Não sei o que isto vai significar, nem se vai realmente interferir no andamento das coisas aqui neste planeta, mas o que estou sentindo é que eu vou sair bastante modificada deste ano de 2009. As coisas estão acontecendo numa velocidade tão assustadora que chega a dar medo. Se já estavam aceleradas, agora em janeiro parece que resolveram brincar de Ayrton Senna.
Pois, que venha a Era de Aquarius, com tudo de bom que possa emanar dela!
E pra recebê-la, nada melhor do que esta cena do musical Hair, de Milos Forman, filme que marcou parte da minha infância e a adolescência inteira:
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A música acaba e o ouvido já imerge mentalmente na próxima canção, dando continuidade à trilha sonora.
Este filme teve uma parcela grande de influência nas minhas relações com os musicais, com o canto e a dança, com a História, na minha forma de pensar o mundo, acentuando também o meu apreço pela diversidade e pela liberdade de pensamento. Eu o tenho como uma pérola, no cantinho do peito destinado às obras de Arte.
Nos próximos tempos ainda vou voltar a falar dele, mas em um post mais cuidadoso e aprofundado.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Passeios mentais
Sempre lembro do Sérgio Buarque de Holanda quando leio ou ouço a respeito de 1982. Foi nesse ano que o Chico Buarque, filho do Sérgio, começou a compor com Edu Lobo um dos mais belos trabalhos de sua carreira: O Grande Circo Místico, de 1983, composto para o Ballet Teatro Guaíra, do Paraná, em espetáculo inspirado no poema homônimo de Jorge de Lima.
Em 1982 surgiram canções como Beatriz, Ciranda da Bailarina, Sobre Todas as Coisas, Na Carreira, O Circo Místico e Valsa dos Clowns. Eles já haviam composto uma canção juntos, Moto-contínuo, de 1981, mas foi em 1982 que a parceira foi retomada e se consolidou pra valer.
O disco é delicado e agrada mais em função das melodias do Edu Lobo do que propriamente das letras do Chico. Em compensação, Beatriz é praticamente imbatível.
O disco é delicado e agrada mais em função das melodias do Edu Lobo do que propriamente das letras do Chico. Em compensação, Beatriz é praticamente imbatível.
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P.S.: O poema foi publicado no livro de Jorge de Lima denominado A Túnica Inconsútil, de 1938. Segundo entrevista de Chico Buarque para a Revista Nova América, em 1989, a personagem Agnes, que no texto original é uma equilibrista, teria servido a Chico na construção da Beatriz da canção, que teria virado atriz nas mãos do compositor para facilitar a rima. E o sétimo céu da letra também seria uma homenagem à Beatriz Portinari, a amada de Dante Alighieri.
Mais ainda sobre Adoniran
Um detalhe que me ocorreu agora há pouco e que passou despercebido no dia 15 de janeiro: escrevi o post com o vídeo da Elis cantando com o Adoniran sem me dar conta que a Elis faleceu em 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos de idade, e que o Adoniran Barbosa faleceu em 23 de novembro de 1982, aos 72 anos de idade. Ou seja, ela acabou morrendo antes dele e com a metade da idade.
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P.S.: mesmo ano também da morte de Sérgio Buarque de Holanda, que não tem a ver com a conversa e que teve o seu livro Raízes do Brasil publicado pela primeira vez em 1936.
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Ainda sobre o Adoniran
Pensando bem, acho que não é uma boa comparação. O Adoniran Barbosa tem uma melancolia muito presente nas canções, mesmo nas mais engraçadas, e usa aquele dialeto dos bairros italianos de São Paulo, enquanto que o Inspetor Clouseau tem uma comicidade singela, mas que não chega a ser patética. E sem dialeto, característica que facilita o humor nas canções do brasileiro. Se bem que o Inspetor tem o acento francês que também é hilário. Mas o Adoniran tem, realmente, um singular e inegável toque humorístico, tanto que ouvir outro cantando não é tão saboroso. Ele sabe que está fazendo graça. O Clouseau percebe que fez bobagem, mas tenta remendar porque se leva a sério. O Adoniran não tem essa preocupação. Até quando está sinceramente triste, ele é engraçado. Fica aqui mais uma canção:
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Véspera de Natal
(Adoniran Barbosa)
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Eu me lembro muito bem
Foi numa véspera de natal
Cheguei em casa
Encontrei minha nega zangada,
A criançada chorando,
Mesa vazia, não tinha nada.
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Saí, fui comprar bala mistura,
Comprei também um pãozinho de mel
E cumprindo a minha jura
Me fantasiei de papai noel
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Falei com minha nega de lado
Eu vou subir no telhado
Vou descer na chaminé
Enquanto isso você
Pega a criançada e ensaia o "dingo bel"
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Ai, meu deus, que sacrifício!
O orifício da chaminé era pequeno
Pra me tirar de lá
Foi preciso chamar
Os bombeiros
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Adoniran para inglês ver
Estava aqui ouvindo algumas canções gravadas pelo Adoniran Barbosa e me ocorreu que se eu tivesse que explicar para um britânico quem ele foi como artista, eu diria que, em certo sentido, ele me lembra um pouco o Peter Sellers da canção, o eterno Inspector Clouseau, com aquela comicidade singela e patética dele, não é não?! Até fisicamente há semelhanças entre os dois. Estava pensando em canções como Iracema e Véspera de Natal.
Fica aqui uma das que mais gosto. Ela é do repertório mais melancólico dele:
Prova de Carinho
(Adoniran Barbosa e Hervé Cordovil)*
Com a corda mi
Do meu cavaquinho
Fiz uma aliança pra ela,
Prova de carinho.
Quantas serenata
Eu tive que perder,
Pois meu cavaquinho
Já não pode mais gemer.
Quanto sacrifício
Eu tive que fazer,
Para dar a prova pra ela
Do meu bem querer.
Com a corda mi
Do meu cavaquinho
Fiz uma aliança pra ela
Prova de carinho.
* Em gravação de 1974.
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Fica aqui uma das que mais gosto. Ela é do repertório mais melancólico dele:
Prova de Carinho
(Adoniran Barbosa e Hervé Cordovil)*
Com a corda mi
Do meu cavaquinho
Fiz uma aliança pra ela,
Prova de carinho.
Quantas serenata
Eu tive que perder,
Pois meu cavaquinho
Já não pode mais gemer.
Quanto sacrifício
Eu tive que fazer,
Para dar a prova pra ela
Do meu bem querer.
Com a corda mi
Do meu cavaquinho
Fiz uma aliança pra ela
Prova de carinho.
* Em gravação de 1974.
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Brasileiríssima
Uma das minhas canções prediletas. Especialmente neste vídeo:
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Trecho do DVD Samba Meu, de Maria Rita, extraído do Youtube.
Tudo bem que o samba é carioquíssimo, não brasileiríssimo. Ou baianíssimo, diria Tia Ciata.
Não sou carioca, mas o samba também corre nas minhas veias, e com muita força.
Como entrou lá, só Deus (ou Clara Nunes) explica.
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Trecho do DVD Samba Meu, de Maria Rita, extraído do Youtube.
Tudo bem que o samba é carioquíssimo, não brasileiríssimo. Ou baianíssimo, diria Tia Ciata.
Não sou carioca, mas o samba também corre nas minhas veias, e com muita força.
Como entrou lá, só Deus (ou Clara Nunes) explica.
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sábado, 10 de janeiro de 2009
Herança de Família
Estava aqui ouvindo novamente o último trabalho do Frank Jorge:
O Volume 3.
Quanto mais ouço, mais confirmo que sou mesmo uma romântica incorrigível. Só não sei se lamento ou agradeço por isso.
Não, eu sei sim! Eu gosto de ser assim, ainda que o preço seja um pouco salgado. Quando bem dosado, o romantismo tem um sabor delicioso.
Iniciar o ano ouvindo um trabalho destes é um ótimo começo, não é não?! [;)] [:)]
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O Volume 3.
Quanto mais ouço, mais confirmo que sou mesmo uma romântica incorrigível. Só não sei se lamento ou agradeço por isso.
Não, eu sei sim! Eu gosto de ser assim, ainda que o preço seja um pouco salgado. Quando bem dosado, o romantismo tem um sabor delicioso.
Iniciar o ano ouvindo um trabalho destes é um ótimo começo, não é não?! [;)] [:)]
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Difícil é escolher qual delas
Quartchêto é bom demais, siô!
Acho que ainda fico com Pra onde o Sul nos carregue. Ela poderia entrar na minha série Música para Chorar.
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Acho que ainda fico com Pra onde o Sul nos carregue. Ela poderia entrar na minha série Música para Chorar.
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domingo, 30 de novembro de 2008
Memórias de um passado recente
Esta semana tive uma surpresa que desencadeou emoções mistas de saudosismo e alívio, melancolia e reconhecimento de que mudanças são necessárias, de uma certa tristeza temperada com pitadas de alegria:
Elevador
(Kledir Ramil)
Esse elevador não vai
Além do sétimo e eu canto pra me consolar
Esse elevador não vai
Além de cores duvidosas e pouco reais
Esse elevador não vai
Além de números impressos brancos nos botões
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Pé eu não
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Esse elevador não vai
Além de plásticos artistas super siderais
Esse elevador não vai
Além de místicos dramáticos e teatrais
Esse elevador não vai
Além de músicos neuróticos sensacionais
Eu não
Nesse elevador não ponho o pé eu não
Pé eu não
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A canção acima é do disco Aqui, dos Almôndegas, de 1975. Qualquer semelhança com os elevadores do Instituto de Artes da UFRGS não é mera coincidência.
Para quem nunca esteve lá o IA é o prédio da UFRGS por onde circulam os estudantes da Música, do Teatro e das Artes Plásticas.
Pois então, os famosos e dramáticos elevadores estão sendo reformados. O da esquerda já foi completamente extirpado e já está com um novo modelo em operação. O outro ainda está em vias de.
Os dois elevadores já eram caquéticos em 1975, época em que devem ter inspirado a canção, e nós estamos em 2008. Sempre tive um certo medo de andar neles. Me lembravam aqueles dos filmes de suspense, mas em tamanho compacto. Quando tomava um deles ficava com a sensação de que a qualquer momento ou iriam despencar andar abaixo de repente ou iriam continuar subindo e romper prédio afora, como no elevador do filme original d'A Fantástica Fábrica de Chocolate, com o significativo detalhe de que eles não teriam a mínima condição de voar, como no filme, mas despencar em curva para alguma rua próxima. Vá saber por que eu sentia isso, se eles nem chegavam até o último andar.
Foi tão estranha a sensação de subir as escadas do saguão e encontrar o tapume das obras, olhar para aquela nova porta metálica e fria se abrindo higiênica e silenciosamente e constatar que eu nunca mais veria de novo os antigos elevadores. Era como ver um pedacinho de história indo embora.
Enfim, o tempo passa e a vida vai se adaptando.
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