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quinta-feira, 9 de abril de 2009

A influência da lua

Luas cheias sempres me deixam mais verborrágica e criativa, com vontade de pintar, desenhar, inventar. Os céticos diriam que é só um planeta e tal (sim, estou falando de você, senhor boêmio proativo, caso esteja lendo isto), mas o que sei é que a lua controla as marés e meu corpo é 99% composto por água, logo, me afeta também.
Minha tia, que é enfermeira, reclamava horrores quando escalavam ela para plantão no hospital em períodos de lua cheia porque o número de nascimentos e de problemas diversos aumentava consideravelmente nestas épocas. Mas é apenas um planeta, não é mesmo?!
É, vai nessa! O índice de vendas no comércio que o diga.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A filosofia do nariz ou tentando entender o meu mundo

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Sempre gostei de histórias e estórias de pessoas que quebram as regras, que seguem seu próprio nariz. As Antígonas, os Marqueses de Sade (o personagem do filme "Contos Proibidos do Marquês de Sade", de Phillip Kaufman), as Chiquinhas Gonzaga, os Vinícius de Moraes, as Julietas, os Romeus e tantos outros de filmes, da literatura e da vida real.

Sempre as admirei, para além da mera fantasia do herói ou da heroína, porque pessoas deste tipo são corajosas, amam, acreditam, elas ousam lutar pelo que as faz felizes ou pelo que acham que vale a pena. E a vida parece não gostar muito de pessoas que aceitam abrir mão do que acreditam ou sentem, mas das capazes de ousar sair dos padrões e seguir seu próprio nariz para buscar a felicidade, das que têm fé na própria força. Isto é o que a maioria costuma chamar de sorte, timing, sabedoria, etc.: conseguir perceber que o que vale a pena já vem dentro de cada um, não podendo ser comandado ou determinado pelos homens, e buscar esse Norte dentro do próprio peito, aquilo que apita dentro da gente quando uma situação desafiadora aparece nas nossas vidas. Esse apito que muitos costumam chamar de intuição.

A sociedade, com suas leis, regras e convenções, modifica-se de acordo com cada contexto e momento. O que hoje é considerado obrigatório, ilegal, pode levar à cadeia ou à morte, pecaminoso ou perigoso, amanhã pode-se descobrir que era um equívoco, que os homens se enganaram, que os homens estavam errados. Nada de novo, são homens tendo que administrar um imenso grupo de homens e tentando administrar em prol do que parece se adequar à maioria, ou quem sabe a uma minoria mais influente.

Mas aquilo que apita dentro do peito, quando vem de um sentimento de amor, quando vem da intuição, aquilo não é do domínio dos homens.

Normalmente um risco destes que desafiam as convenções, exige uma dose de determinação e de coragem, porque costuma ter um preço, que é sempre inferior à recompensa de ter seguido o próprio caminho, mas de qualquer forma, pode ser cobrado.

Não estou falando aqui de prazeres doentios, mundanos ou caprichosos, mas daquele sentimento que vem lá de dentro, do fundo da alma, que nos faz acreditar que tem uma mão maior comandando as coisas, seja qual for, e a certeza de que o que a gente quer é uma coisa boa, que vem para melhorar o mundo, para acrescentar.

Quando melhoramos as nossas vidas, as nossas emoções, quando conseguimos viver dentro de sentimentos de freqüência positiva (e a gente, lá no fundo do fundo, sabe quais são), o mundo melhora em torno, o mundo se contamina com o que estamos transparecendo.

Talvez quem esteja lendo isto ache o que penso uma obviedade, ou talvez não tenha nunca sentido algo assim. Ou talvez quem está lendo o texto até faça isto, sem ter consciência de que esteja fazendo. É como se fosse uma sensação, uma intuição, algo que fica cutucando, empurrando, como se dissesse: Vai por aqui. Tu sabe que é por aqui! Por que tu não vai?!

É por isto também, por já ter passado por situações deste tipo e tê-las seguido sem precisar me arrepender - e por ter convivido com pessoas que faziam e fazem isto -, que é difícil para mim aceitar que as pessoas se adaptem e sucumbam às regras e convenções sociais sem critério, pela obediência cega ou medo de se opor à maioria. É por isso também que valorizo tanto aqueles que conseguem sair deste circuito e seguir a intuição, ainda que, muitas vezes, sem compreender bem onde vai dar ou o porquê. Afinal, é uma intuição. Ela não vem com toda a explicação. Ela simplesmente vem.

Então, se as leis dos homens são feitas para regular a sociedade - regular um grande grupo onde existem pessoas muito diferentes, que precisam conviver entre si com um mínimo de consenso, de limites e de respeito, e para regular aquelas que não conseguem discernir limites pela própria cabeça ou que precisam ser controladas por algum motivo -, como toda a regra ou lei, elas, as leis dos homens, são arbitrárias e, em determinadas circunstâncias, burras, inadequadas ou limitadas.

Quando estas leis infringem uma lei maior, como a do amor ou a dos domínios da Arte, é dificílimo para mim aceitá-las. Como no caso do personagem Marquês de Sade do filme, que passou tudo o que passou, chegando a ser assassinado pelas leis da época, porque acreditava na própria literatura, "obscena", transgressora para os valores de então, e que hoje é perfeitamente aceita pela sociedade.

Ou como no caso de Oscar Wilde, que foi preso e teve sua vida esculhambada, sofreu humilhações, tendo até que trocar de nome, em função de ter assumido sua homossexualidade, chegando a morrer alguns anos mais tarde, em conseqüência de tudo o que enfrentou. Basicamente porque ousou questionar a lei e os valores dos homens e seguir, na vida privada, o próprio nariz, uma opção sexual que hoje é reconhecida como um direito dos seres humanos.

Ou como naqueles casos em que acontecia de a criança estar sendo criada pelo pai ou por uma outra pessoa, com muito amor, com atenção, com respeito, e com educação adequada, mas a lei dizia que a guarda deveria ser da mãe. A mãe que não valia "um ovo", que não tinha a menor condição de amar e criar uma criança. Sim, porque ao contrário do imaginário popular, nem toda a mulher nasce para ser mãe. Nem toda mulher, quando engravida, incorpora ou adquire o instinto e as qualidades adequadas para a tarefa, as qualidades atribuídas e propagadas pela sociedade nas propagandas de tv. As mães têm toda a gama de sentimentos ruins de um ser humano como qualquer outro, têm falhas, raiva, sonhos, falta de paciência, inseguranças e muitas vezes não queriam, nem planejaram , a gravidez.

Uma vez eu escrevi um texto falando destas mães na cadeira de Produção Textual. A professora, que tem filhos, me deu "C". Foi o único, dos nove ou doze textos meus da cadeira, em que não tirei "A" ou "B", por que será?!

Quando eu peguei o texto de volta, comecei a rir por dentro. O que mais eu poderia fazer diante de uma limitação destas - diante de uma professora universitária de Letras, de uma das melhores faculdades do país, que não conseguia se abstrair de seus valores na hora de avaliar a qualidade estrutural de um texto de um aluno? Rir, como o Marquês de Sade ria, quando tentavam calá-lo. Depois confesso que me arrependi. Deveria ter questionado a posição dela. Eu não costumava entrar em atrito, simplesmente continuava seguindo o meu nariz.

Talvez agora, depois deste texto, seja mais fácil para algumas pessoas entenderem minha posição e minhas atitudes ao longo dos anos. Não espero mais dos homens do que o que eles têm condições de realizar, quando impulsionados por motivos verdadeiros. Mas acredito que muitos deles não sabem bem a medida do que podem realizar, porque não deixam a razão dar lugar à intuição.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Balanço breve

Nesse semestre passado eu aprendi mais a meu respeito do que nos últimos três ou quatro anos. E aprendi, principalmente, a me desvencilhar dos meus antolhos imaginários e a parar de alimentar situações hipotéticas em confortável substituição às rédeas dos meus próprios desejos e necessidades. Foi bom, foi muito bom! Difícil, insuportável em alguns momentos! Mas valeu a pena, no final das contas!
Há quem pense que estou me expondo demais ao escrever isto. Mas eu sei que, dentro da minha forma de ser, cada palavra dita, cada enfrentamento é uma palavra a mais que se reformula e adquire novo sentido. Ao assumir seus significados atuais, eu permito que ela morra, para renascer em seguida. E com o seu renascimento eu me reconstruo e me reorganizo.
A todos que, de uma forma ou de outra, me ajudaram no percurso, fica aqui o meu profundo agradecimento!
O agradecimento, mais que o próprio significado da palavra ou do que sua função, é para mim um mantra. Quando pronuncio estas oito - ou treze - letrinhas para alguém, elas levam agregadas uma bagagem de afago e de boas energias.
Obrigada, queridos!
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Respondendo à tua pergunta...

Então, esta é Va Pensiero:

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Das convenções sociais

Ontem surgiu mais uma vez a pergunta: quantos anos você tem?
Quase que eu perguntei de volta: qual delas você quer saber: a mental, a emocional, a biológica, a espiritual ou a dos homens?
Lembrei daquela tirinha da Mafalda, do Quino, na qual o vendedor bate à porta do apartamento, ela atende e ele pergunta: Oi, menina! Tua mãe está? E ela responde: Qual delas você quer? a que me enche de carinhos, a que grita comigo, a que me empurra sopa goela abaixo, a que cuida de mim, a que... O vendedor fica sem saber o que responder, com aquela cara de tacho de quem não estava preparado para a questão.
As respostas não são bem essas que coloquei, porque não me lembro direito da tirinha, mas a ídéia está ali.
Sempre fico na dúvida se respondo ou não nessas horas. E se acabo respondendo é por saber que as pessoas ainda necessitam da ilusão das referências convencionadas.
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Faz sentido...

Estava relendo alguns posts no blog do Paulo Freire, violeiro de Sumpaulo, que sempre me dá muito prazer de ler e de ouvir, e me deparei com uma frase dita pelo pai dele, o psicanalista Roberto Freire:
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É o amor e não a vida o contrário da morte.
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Então, talvez seja mesmo. Lá estou eu pensando em Vinícius de Moraes de novo.
Se alguém quiser ler o texto, é o post do dia 09/09/2007, embaixo do que fala do Tinoco, de 14/09/2007.
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domingo, 16 de novembro de 2008

Tanto e tão pouco tempo

MEU DEUS COMO TEM MÚSICA LINDA NO MUNDO! - e isso que eu não conheço quase nada do existe!
Nós deveríamos vir para a Terra com alguns avatares. Um viveria voltado para a música, outro para a literatura, outro furungaria na história, outro nas artes, outro na psicanálise, na sociologia...
É bom sonhar! E não custa dinheiro, por enquanto...
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A fonte inesgotável

Sabe aquelas perguntas de entrevista: "O que você faz para espantar a tristeza?", né?
Pois é, se tivesse que responder a uma delas diria o seguinte: tem gente que bebe, que chora, que fica irritada por estar triste. Eu toco flauta. Sim, é isso que eu faço. Quando dá, é claro, que também não vou tocar às três da madrugada, ainda mais flauta. Se fosse violão ou teclado, até daria...
Incrível como a música tem o poder de transformar as emoções da gente. É o calmante de efeito mais rápido que conheço. E tem efeito relativamente duradouro...por isso que esse povo que estuda música erudita vive com cara de paisagem campestre.
Eu aprendi alguma coisa de leitura de partitura quando era criança, mas depois me acostumei a tocar de ouvido mesmo. Acontece que, entre uma música e outra, a gente desperdiça muita nota, inventa melodias súbitas, brinca com elementos percussivos e tal. E eu sempre fico pensando que, mesmo com uma quantidade tão básica de sons como os tirados da flauta doce soprano, a mais conhecida das flautas, instrumento que não chega a abranger duas oitavas e que sozinho só permite a execução de um som por vez, diferentemente do violão e do piano que permitem a combinação simultânea de sons diversos ampliando muito o leque de possibilidades sonoras, mesmo com ela é difícil acontecer de cairmos em um fragmento já conhecido ou que soa familiar. E isso é muito louco na música. Você faz combinações e mais combinações e a fonte nunca se esgota.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Blablablás noturnos

Um amigo meu que é músico disse uma vez que, de tempos em tempos, é preciso limpar os ouvidos de música. Ficar em silêncio, sem ouvir nada, para recuperar a sensibilidade embotada. Faz sentido! Chega uma hora em que os ouvidos estão tão saturados que perdemos um pouco do impacto.
Fazendo um pequeno parênteses, eu ouvi uma história, tempos atrás, de que o Roger Waters usaria um recurso nos shows dele que consistiria em colocar um som imperceptível momentos antes da abertura. O som serviria sutilmente para limpar os ouvidos do público, ampliando a percepção das pessoas, como a água que é servida junto com os vinhos. Então quando chegasse o momento do show as pessoas estariam preparadas para receber todo o impacto sonoro. Não sei se isso é verdade mesmo, mas é uma idéia curiosa.
Bom, voltando ao assunto, o mesmo processo de saturação acho que serve para situações nas quais ficamos ouvindo os mesmos gêneros musicais ou tipos de sons semelhantes por muito tempo. No meu caso, por anos a fio. Cansa! É claro que melhora a percepção, cria referências e uma bagagem mínima de comparação, o que é útil e necessário. Mas eu sinto que estou cansada, que preciso mudar um pouco, tirar umas férias musicais. De uns tempos pra cá, tenho notado que meus ouvidos estão levemente saturados de música brasileira. Não que eu não goste dela, pelo contrário. Sou apaixonada pela diversidade cutural deste idiossincrático país e por todas as mesclas sonoras que andam acontecendo pelo território, do Oiapoque ao Chuí, em todas as direções possíveis. Só estou precisando de outros ares, para desencharcar um pouco. A gota d'água aconteceu com algumas canções do Coldplay e da Amy Winehouse. A branca mais preta da Inglaterra, plagiando a clássica frase de Vinícius de Morais, não tem me pego tanto, mesmo com o suingue de Rehab e com sua voz maravilhosa, acho que em função do tom depressivo, puxando para uma atmosfera outonal, como em You Know I'm No Good, Back to Black e Love Is a Losing Game, que eu acho deliciosas, mas melancólicas.
Já o Coldplay me pega, talvez pelos arranjos mais solares da temporada de 2008. Ele pede uma atmosfera celebrativa, meio marcial. Amigos meus têm comentado sobre a vinda da Madonna, do R.E.M. e de outras bandas consagradas por estas terras brasilleñas, mas eu acho que se fosse escolher uma única banda para vir à Porto Alegre, escolheria o Coldplay. Um estádio cheio de Clocks, Violet Hill, Yellow (acústico) e Viva La Vida para dançar e cantar até se estabacar era tudo o que eu precisava para recuperar os sentidos. E, de preferência, bem perto do palco para ver a performance física do vocalista, que depois que deixou crescer o cabelo parece que virou outra pessoa, com um domínio de corpo bem explorado, recheado de gestos e de expressões faciais, mais confiante. Claro que o caleidoscópio aqui não poderia deixar de perceber a mudança gestual e como sempre, ficar hipnotizada. Definitivamente gente em movimento é uma das minhas grandes paixões mesmo.
E a música é uma arte imprevisível, que pega por caminhos sutis e inesperados, tanto a quem toca, quanto a quem ouve.
Tenho tentado pensar o que faz com que este ou aquele som entre nos meus ouvidos e não saia mais. Tempos atrás eu estava em uma fase Jaime Roos. Fiquei obcecada pelo trabalho dele e quase furei o cd de tanto repetir trechos. Depois foi com a hipnotizante trilha circular de Yann Tiersen para o filme Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain. Essa eu entendo melhor, porque a circularidade dela já é naturalmente hipnotizadora, e também ótima de tocar na flauta. Já com o Coldplay foi o som mesmo e a performance do Chris Martin, the bandleader. As letras me parecem fracas. Além do magnetismo do vocalista, a batida eu acho que foi o que mais me pegou. Aquela entrada forte depois da introdução do teclado, em Clocks, a forma como ele colocou a voz e o prazer de tocar, quase em transe. Violet Hill me remeteu quase imediatamente aos Beatles e ao Pink Floyd. E de novo a parceria teclado e bumbo hipnotizando. Quanto a Viva La Vida a música também me pegou em cheio, desde o início até o final, mas o que realmente me impressionou foi o clipe. Tu só consegue olhar para o vocalista: as expressões, os movimentos, as palavras bem articuladas. Ali ele aprendeu a usar o corpo e não parou mais. E de novo a batida controlando o ritmo cardíaco. E o sino, que me traz fortes lembranças e referências afetivas. Fiquei com vontade de ouvir todo o trabalho para poder observar o conjunto da obra. Em relação a Yellow, que já era legal antes, eu gostei da versão acústica mesmo, com ele cantando mais para o grave que para o agudo. Enfim, coitados dos meus vizinhos quando eu conseguir essas músicas em cd.
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Há como sairmos ilesos?


Esses dias li em algum lugar a seguinte frase:

"Somos sempre modificados pelo que amamos." (de Joseph Brodsky?)

Não conhecia o autor, nem conheço o contexto original em que a frase está inserida, mas em termos de relacionamento humano, eu diria que somos sempre modificados, só que, muitas vezes, de forma tão sutil, que nem chegamos a perceber. Sempre que interagimos com outra pessoa levamos alguma coisa conosco e deixamos algo também. Ou bem mais do que isso, dependendo da situação, enfim. A diferença é que quando amamos alguém, seja em um relacionamento amoroso ou em outro tipo de relação, nós mesmos procuramos pela modificação, na tentativa de conhecer e compreender o universo daquela pessoa que está em nossas vidas nos conquistando pouco a pouco. Não há como sairmos ilesos.