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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Um novo tempo

Retomando o assunto do post sobre morar em Porto Alegre e tal, tenho pensado, já faz algum tempo, que São Leopoldo anda tão bacana agora, de uns anos pra cá, que até dá mesmo vontade de voltar pra lá. Vontade de fazer parte disto tudo, deste momento tão fértil na área cultural e social, entre outras áreas, de ajudar a construir as mudanças que vêm ocorrendo. Sempre achei a cidade acolhedora, em termos de disposição física. Pequena, arborizada, de arquitetura aconchegante. A vida noturna e a mentalidade das pessoas é que me cansavam, e ainda me cansam um pouco, essa coisa interiorana de cuidar demais da vida dos outros e de botar salto e cílios postiços pra qualquer saída. Mas tem alguns lugares e nichos culturais que me atraem bastante, como as atividades do Centro Municipal de Cultura, da Livraria do Trem, da Igreja do Relógio. Tem o bar do Tatão, as atividades da EST, a Biblioteca Pública, as áreas verdes pra caminhada e tal.
Mas por enquanto, é só uma vontadezinha. Uma sensação de estar perdendo um bonde significativo da história, se é que alguém ainda entende esta expressão.
Não pretendo voltar, apesar dos amigos e parentes, apesar disso tudo aí, não pretendo voltar. Na realidade, eu queria é que ela fosse mais perto daqui de Porto Alegre.
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P.S.: a canção Um Novo Tempo, de Ivan Lins, expressa um pouco do que a cidade passou e passa ainda, em consequência da crise econômica e identitária da década de 1990.

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Antes que eu esqueça

Fazia tempo que queria postar esta canção aqui:
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Samba de um Minuto, de Rodrigo Maranhão, com o próprio e Roberta Sá, no Youtube.
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Delícia!
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domingo, 5 de abril de 2009

Eu queeeeero!

Eu quero isto:
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Ein, zwei, drreei!
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Balanço breve

Nesse semestre passado eu aprendi mais a meu respeito do que nos últimos três ou quatro anos. E aprendi, principalmente, a me desvencilhar dos meus antolhos imaginários e a parar de alimentar situações hipotéticas em confortável substituição às rédeas dos meus próprios desejos e necessidades. Foi bom, foi muito bom! Difícil, insuportável em alguns momentos! Mas valeu a pena, no final das contas!
Há quem pense que estou me expondo demais ao escrever isto. Mas eu sei que, dentro da minha forma de ser, cada palavra dita, cada enfrentamento é uma palavra a mais que se reformula e adquire novo sentido. Ao assumir seus significados atuais, eu permito que ela morra, para renascer em seguida. E com o seu renascimento eu me reconstruo e me reorganizo.
A todos que, de uma forma ou de outra, me ajudaram no percurso, fica aqui o meu profundo agradecimento!
O agradecimento, mais que o próprio significado da palavra ou do que sua função, é para mim um mantra. Quando pronuncio estas oito - ou treze - letrinhas para alguém, elas levam agregadas uma bagagem de afago e de boas energias.
Obrigada, queridos!
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

O pássaro

Sabe aqueles momentos em que a gente se pega pensando na vida, no nosso universo, no que nos faz feliz? Pois, hoje teve mais um destes.
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Acordei, tomei um belo banho e fui arrumar o café, um pouco preocupada com as caraminholas deste momento da minha vida. E foi então que um pequeno detalhe mudou o ar da minha manhã de domingo.
Eu também gosto de todas estas coisas imprescindíveis para muitas pessoas, parafernálias tecnológicas e elétricas que falicilitam ou entopem a rotina da gente, vitrines cheias de roupas, sapatos, acessórios e produtos de beleza que depois ficam nas prateleiras estagnando energia e nos lembrando de que não precisávamos comprar aquilo tudo e que devíamos passar adiante o que só está ocupando espaço ou avançando no prazo de validade. Também acho bonitos e sedutores todos aqueles carros e celulares e poder comprar todos os objetos que me atraem quando passo na frente de vitrines, vejo catálogos, folheio revistas e etc.
Mas quando eu paro pra pensar, o que realmente me faz feliz é tão mais simples. É o conforto do tecido macio e limpo em contato com a pele na hora de deitar, é um prato saboroso para partilhar com os amigos numa boa conversa regada a uma bebida gostosa, é poder namorar sem pressa, em harmonia com o parceiro e com imaginação, é um banho relaxante quando chego da rua ou um perfume ressonando pela casa. É poder comprar os discos, livros e papéis que gosto e ouvir música em um bom aparelho, é poder viajar para lugares aconchegantes e charmosos na companhia dos meus queridos ou ver um filme no aconchego de casa ou em uma boa tela de cinema - de preferência, em Gramado. É poder caminhar no meio da natureza, fazer uma roda de violão com os amigos, sair pra dançar e tocar minha flauta. Ou mergulhar e ficar curtindo aquele som denso de concha marinha. O que mais eu preciso? O que for além é ótimo, mas sinceramente, não me faz falta. E nada destas coisas que citei despende muito dinheiro. Pode-se ter qualidade e conforto gastando pouco. Só é preciso conhecer os caminhos, achar as fontes, que normalmente não ficam tão expostas, poder planejar e observar.
E aí alguém pode pensar: ah, é a história das uvas, tá desdenhando. Eu já vivi em situações de excessivo consumo e de gastos desmedidos, no meio de quem tem muito, compra pelo prazer de ter e não sabe bem o que fazer, de tanto que tem. É legal, mas tá, e daí?! Precisa realmente gastar tanto, comprar tanto ou está compensando alguma falta irrremediável?! Tem sentido tudo aquilo a partir do momento em que passa a ser simbólico de um sentir-se bem momentâneo e exibicionista? Quando a possibilidade do não ter ou não poder comprar torna-se um desespero tão grande que a pessoa perde a própria identidade?!
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Ah, o que aconteceu? Enquanto eu estava na cozinha com a cabeça naqueles assuntos que não sei bem o rumo que irão tomar e tal, eu abri a porta para curtir o ar fresco da manhã. De repente entrou voando um daqueles passarinhos pecorruchos de peito amarelo que são tão delicados. Na mesma hora ele desviou minha atenção e me deu uma alegria tão boa! Ele rodopiou, pousou aqui, ali, rodopiou de novo por um tempo e saiu voando. E todos os meus pensamentos inseguros e inquietantes ficaram tão pequenos, tão desnecessários.
Realmente eu não preciso de muito para viver bem.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Shall we dance?

Electricity
(by Elton John and Lee Hall)
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I can't really explain it, I haven't got the words
It's a feeling that you can't control
I suppose it's like forgetting, losing who you are
And at the same time something makes you whole
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It's like that there's a music, playing in your ear
And I'm listening, and I'm listening, and then I disappear
And then I feel a change, like a fire deep inside
Something bursting me wide open, impossible to hide
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And suddenly I'm flying, flying like a bird
Like electricity, electricity
Sparks inside of me, and I'm free, I'm free
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It's a bit like being angry; it's a bit like being scared
Confused and all mixed up and mad as hell
It's like when you've been crying
And you're empty and you're full
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I don't know what it is, it's hard to tell
It's like that there's some music, playing in your ear
But the music is impossible, impossible to hear
But then I feel it move me
Like a burning deep inside
Something bursting me wide open impossible to hide
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And suddenly I'm flying
Flying like a bird
Like electricity, electricity
Sparks inside of me
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And I'm free, I'm free
Electricity sparks inside of me
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And I'm free, I'm free
Oh, I'm free
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Infelizmente, não consegui postar nenhum dos vídeos com Elton John ao piano.
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Este post é dedicado a todos aqueles que dançam ou já dançaram balé, dança de salão, dança moderna ou algo assim na vida.
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Feliz 2009!
Que seja um ano de muito prazer e alegria!
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sábado, 29 de novembro de 2008

Queridos para sempre

Engraçado, certas pessoas voltam às nossas vidas depois de tempos e partem novamente para longe e, na realidade, parece que elas sempre estiveram aqui, como se nunca tivessem partido, como se nunca tivéssemos nos afastado. A vida é sempre tão generosa comigo....


PS.: Para o Lúcio, com um carinho cheirando a projetores de slides, Pluft, O Fantasminha e velhas fotografias. E para Aliana, que ficou em casa ajeitando o ninho.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Concordo plenamente...


Uma amiga minha me disse ontem: "Tu é melhor no ensaio do que na poesia." Em outras palavras: poesia não é o meu melhor. Gentil ela, né?! Ainda considerou meus rabiscos poéticos.





Refletindo a respeito, eu percebo que tenho uma concepção de poesia menos rígida que a dos meus queridos. Para mim, ela não tem que ser sempre profunda, visceral, transformadora e/ou reflexiva. Parece paradoxal o que vou dizer a seguir, mas a poesia é, em determinados momentos, um pouco o Joan Miró da palavra: o respiro, o lúdico, o primário, o encantamento no meio da dureza e da frieza do mundo.



O olho que capta e transpõe para a mão o que não é mais percebido facilmente pelas pessoas, insensibilizadas pelo embrutecimento da vida. Quando me arrisco, é isso que tenho em mente, mas sem o compromisso de acertar. E como Miró, prezo muito a liberdade de me permitir arriscar, mesmo que seja só pelo prazer de brincar com a sonoridade da palavra, ainda que "só brincar" também seja, para mim, absolutamente necessário.


sábado, 18 de outubro de 2008

Saudades do Renato

Ontem estive na Livraria do Trem para mais uma das celebrações à vida que a Manu costuma fazer nessas épocas. Na verdade, era para abrirmos a noite com um Grenal feminino, mas São Pedro teve dó de nosotras e nos poupou de pagar este pequeno mico sob o olhar dos rapazes. Mas o negócio é que foi tão bom ver aquele povo de novo! Parecia que estávamos na época do Renato novamente, com todo o seu universo de detalhes relevantes e prazeirosos. À medida que o tempo ia passando, entre conversas, cervejas e baguncinhas, as lembranças foram se aprochegando, dos dias não muito distantes em que ficávamos até altas horas da madrugada, já de portas fechadas, tocando e cantando com aqueles instrumentos que eu não sei de onde ele tirava porque iam aparecendo de repente, do nada, dos esconderijos secretos, daquelas seleções musicais saborosamente boas, do ambiente aconchegante onde íamos nos chegando como se estivéssemos em casa, cercados de livros e objetos atraentes com cheiro de história, do burburinho do truco do pessoal, das pessoas queridas. Um tempo que sabíamos, não duraria pra sempre, talvez por isso tenha sido tão aproveitado.
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PS.: em tom de madeira, para combinar com a decoração.
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