Não quero mais a palavra vaga, a palavra deduzida, a inferência, o sentido oculto ou impreciso. Não quero mais a inconstância das ações, as mãos que se evitam. Não quero o se, o quando, o mas, o não posso. Tampouco quero o passado e o futuro.
A ilusão e o medo de correr o risco não cabem mais no meu caminho, o meu corpo não aceita mais o que não pode ser inteiro, o que não tem consistência, o que não tem convicção.
Quero a palavra da boca, o olho no olho, o gesto, o discurso direto, o texto assinado e endereçado.
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A perda do meu pai me mostrou a exata dimensão do tempo, aquele da canção que a gente ouve e não escuta.
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E roubando e adaptando a idéia de um cara que eu conheço, para que perder tempo com o que é ruim ou medíocre, se tem tanta coisa bacana neste mundo?! Estou me referindo também a pessoas. Mas a gente tem que perder alguém para se dar conta disso e chorar um pouco para se dar conta do próprio valor.
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Você não gostou de ler isto? Não sinto muito! Não sinto nada, pra falar bem a verdade.
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Eu não sei quem vai sair daqui de dentro, mas já estou gostando muito dela.
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P.S.: Quanto ao título, foi só uma brincadeira. Dostoiévski é um desses autores cujas obras deveriam vir com aquelas tarjas pretas dos remédios.
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