sábado, 18 de outubro de 2008

Saudades do Renato

Ontem estive na Livraria do Trem para mais uma das celebrações à vida que a Manu costuma fazer nessas épocas. Na verdade, era para abrirmos a noite com um Grenal feminino, mas São Pedro teve dó de nosotras e nos poupou de pagar este pequeno mico sob o olhar dos rapazes. Mas o negócio é que foi tão bom ver aquele povo de novo! Parecia que estávamos na época do Renato novamente, com todo o seu universo de detalhes relevantes e prazeirosos. À medida que o tempo ia passando, entre conversas, cervejas e baguncinhas, as lembranças foram se aprochegando, dos dias não muito distantes em que ficávamos até altas horas da madrugada, já de portas fechadas, tocando e cantando com aqueles instrumentos que eu não sei de onde ele tirava porque iam aparecendo de repente, do nada, dos esconderijos secretos, daquelas seleções musicais saborosamente boas, do ambiente aconchegante onde íamos nos chegando como se estivéssemos em casa, cercados de livros e objetos atraentes com cheiro de história, do burburinho do truco do pessoal, das pessoas queridas. Um tempo que sabíamos, não duraria pra sempre, talvez por isso tenha sido tão aproveitado.
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PS.: em tom de madeira, para combinar com a decoração.
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aiaiai

Estes finais de semana de outubro costumam ser dos mais complicados do ano pra mim. Sempre acontecem várias atividades legais e importantes nos mesmos dias e horários que me deixam sem saber o que fazer e o que priorizar. TODOS OS ANOS É A MESMA COISA...
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Sem saída

Sabe aqueles momentos da vida em que chegamos a uma encruzilhada e precisamos escolher entre um dos caminhos?! Pois é, eu estou em um desses. O díficil é que as duas estradas são absolutamente necessárias e escolher uma delas já determina a renúncia da outra. O mais difícil é saber que o caminho mais relevante a se trilhar pode levar a uma perda dos dois percursos, talvez até já tenha levado. Por que as coisas têm que ser assim? Eu poderia fugir, voltar atrás, buscar um outro trajeto ou simplesmente ignorar, como das outras vezes. Mas não agora! Não mais!
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PS.: de qualquer forma será um crescimento, mas a que preço?!
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Message in a bottle

Faz um tempo que venho passeando por blogs de amigos meus e outras escritas destas dos tempos atuais e me ocorreu que, tirando aqueles blogs mais objetivos ou direcionados para um tipo de assunto ou mesmo de caráter profissional (utilizados para fins profissionais), os demais acabaram transformando-se, eventualmente, em grandes reservas de garrafas vazias. Uma vez ou outra alguém pega uma das suas garrafas (uma página de blog) escreve uma mensagem e atira na água salgada (a internet). E como nas garrafas jogadas ao oceano, a mensagem fica lá, navegando, sendo embalada de um lado a outro, na esperança de que alguém a perceba, abra e leia o que está escrito. Em quem chegará, só Netuno sabe...
E como no caso das garrafas, a expectativa tem lá o seu encantamento.
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PS.: Estava aqui escrevendo e lembrando do filme com o Kevin Costner.
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Os CFGs - Centros de Ficção Gaúcha

Não temos nada contra os homossexuais freqüentarem os CTGs (Centros de Tradição Gaúcha), desde que eles se comportem dentro das normas. E desde que eles não queiram se comportar como as prendas.
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Foi mais ou menos esse o comentário de Manoelito Tavares, presidente do IGTF (Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore) sobre a reportagem de hoje de um conhecido jornal de Porto Alegre a respeito do comportamento dos peões nas apresentações de danças gaúchas.
A reportagem teve repercussão entre parte dos leitores, que tomaram o texto como uma crítica ao homossexualismo nos CTGs, posicionando-se aqueles ou contra ou a favor da posição do autor.
Segue abaixo o texto original que gerou a discussão, exatamente como foi publicado no site:

"Data: 06/10/08
AS DANÇAS TRADICIONAIS E OS PEÕES "DELICADOS"
Canabarro
O avanço do homossexualismo no mundo atinge todas as camadas sociais e todas as culturas, é um avanço assustador! De tal maneira que se todos revelassem sua preferência sexual, possivelmente nós os heterossexuais (homens que gostam de mulheres e mulheres que gostam de homens) seríamos a minoria. Os programas televisivos e principalmente as novelas, nos bombardeiam com histórias com homossexuais diariamente, querem nos fazer acreditar que isto de homem acasalar com homem, e mulher com mulher é normal e natural. Não acho que seja! Homem acasala com mulher e mulher acasala com homem! Da mesma maneira que cavalo cobre égua e não cavalo, e égua não cobre égua. Égua é coberta pelo cavalo! Isto sim, é natural! Preferências a parte, a liberdade da escolha sexual é uma realidade que também invadiu o tradicionalismo. Não adianta fecharmos o “zoio”. Apenas esperamos que o respeito e a postura sejam mantidos. Ao menos dentro dos CTGS e eventos tradicionalistas.Mas já estamos enfrentando um problema nas nossas Invernadas Artísticas, nos quesitos interpretação e gestos, e todos sabem que a interpretação soma muitos pontos no principal palco das danças tradicionais, o ENART. As nossas danças tradicionais foram criadas para os peões galantearem as prendas, portanto, para Homens e Mulheres. No entanto, vemos que muitos peões com outra preferência sexual, fazem parte das Invernada Artística de grandes CTGS. Até aqui, tudo bem! Se não fossem os exageros gestuais e feminilidade que “aflora” na interpretação durante certos passos das nossas danças tradicionais. Os “peões” mais delicados, por assim dizer, não devem se esquecer que neste momento estão interpretando um homem heterossexual que gosta e prefere mulher! Que com sua dança querem galantear a prenda. Mas vejo em muitas invernadas gestos de peões que, na verdade disputam com a prenda doçura e meiguice, a tal ponto que, a grosso modo, vê-se duas prendas dançando. Uma travestida de homem! Não preciso dizer que isto numa avaliação, transforma-se em perda de preciosos pontos! E quem poderia garantir que este não é este o principal motivo de algumas invernadas que treinaram arduamente durante o ano todo não conseguirem a tão sonhada classificação? Não acho que os homossexuais devam ser proibidos de participar nas danças tradicionais gaúchas, afinal, a liberdade sexual de cada um deve ser respeitada! Mas não devemos nos esquecer que as danças tradicionais gaúchas são para peões e prendas! Espera-se que instrutores e patrões fiquem atentos para auxiliarem estes peões, para que os gestos não fiquem femininos demais e com isto prejudiquem o desenvolvimento das nossa Danças Tradicionais. Afinal, nas danças gaúchas, feminina só as prendas!
Ademir Canabarro – um missioneiro
Fonte: CoxixoGaucho"
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Quer dizer, entre outras coisas, que para poder freqüentar um CTG é preciso se despir da própria identidade para vestir um personagem e representar o seu (dele) papel?! O pior é que não me admira mais esse tipo de imposição. Os CTGs estão cada vez mais próximos da construção de uma ficção e cada vez mais distantes da preservação da tradição que tanto dizem defender.
É nestas horas que se entende a importância do riso. Pena que não tenhamos um Machado de Assis no Rio Grande do Sul, e nas últimas décadas. Ele estaria se divertindo tanto por aqui!
Ah, e eu também gostaria muito que essas pessoas todas clareassem o quê exatamente elas entendem por "respeito à prenda", esta expressão tão recorrente nos discursos acerca da chamada tradição gaúcha.
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Fonte: a reportagem citada consta em Zero Hora, nº 15758, de 14 de outubro de 2008, página 34. O comentário de Manoelito Savaris foi emitido no programa Camarote, da TVCOM.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Para anexar aos pensamentos imprescindíveis

"Não me deixe viver o que posso,
que me seja permitido desaprender os limites."
(Fabrício Carpinejar)

Essa frase expressa bem o que estou vivendo neste momento de minha vida...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

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Tem dias que o silêncio é quem está com a palavra.

(by Mana)