terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Shall we dance?

Electricity
(by Elton John and Lee Hall)
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I can't really explain it, I haven't got the words
It's a feeling that you can't control
I suppose it's like forgetting, losing who you are
And at the same time something makes you whole
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It's like that there's a music, playing in your ear
And I'm listening, and I'm listening, and then I disappear
And then I feel a change, like a fire deep inside
Something bursting me wide open, impossible to hide
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And suddenly I'm flying, flying like a bird
Like electricity, electricity
Sparks inside of me, and I'm free, I'm free
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It's a bit like being angry; it's a bit like being scared
Confused and all mixed up and mad as hell
It's like when you've been crying
And you're empty and you're full
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I don't know what it is, it's hard to tell
It's like that there's some music, playing in your ear
But the music is impossible, impossible to hear
But then I feel it move me
Like a burning deep inside
Something bursting me wide open impossible to hide
.
And suddenly I'm flying
Flying like a bird
Like electricity, electricity
Sparks inside of me
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And I'm free, I'm free
Electricity sparks inside of me
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And I'm free, I'm free
Oh, I'm free
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Infelizmente, não consegui postar nenhum dos vídeos com Elton John ao piano.
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Este post é dedicado a todos aqueles que dançam ou já dançaram balé, dança de salão, dança moderna ou algo assim na vida.
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Feliz 2009!
Que seja um ano de muito prazer e alegria!
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Balanço de Ano: Parte I

Eu coloquei Parte I, mas não estou bem certa se haverá uma outra. Talvez eu fique um bom período sem ânimo para escrever nos próximos tempos, dependendo do que acontecer.
Tenho pensado em como definir este ano de 2008 na minha vida e acho que vai ficar marcado como um ano de encerramento de ciclos. Sim, ciclos no plural. Não somente com a morte de meu pai, mas acho que muito em função dela, trechos inteiros da minha vida foram encerrados junto com sua partida. Hábitos, formas de perceber as coisas e de me relacionar com o mundo, forma de sentir e de me envolver e acho que essas mudanças vieram para melhorar, por incrível que pareça. É o tal do ditado aquele: Deus fecha uma porta, mas abre sempre uma janela.
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PS.: em verde porque é a cor da esperança.
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Reflexões sobre a cidade

OBS.: o texto que segue é cheio de caraminholas pessoais que estão me incomodando, então não percam seu tempo.


Ainda sobre o conto que escrevi abaixo, alguns meses atrás minha irmã começou a me dizer coisas do tipo: Ah, o centro (de São Leopoldo) tá muito perigoso! Chega 6 horas (da tarde) fica tudo deserto e tal...

Eu, como só vinha zanzando por lá em horário comercial, fiquei um pouco intrigada com aquilo, achando meio exagerado o comentário dela e fui conferir o que ela vinha dizendo.

E não é que isto está realmente acontecendo?! Agora não tanto porque é verão e época de comércio intenso, mas o ambiente se modificou mesmo, o que já não era exatamente novo para mim (que vejo lojas tradicionais fechando desde os anos oitenta), mas criando um clima de cidade deserta que antes, mesmo de madrugada, não havia.

Minha irmã é bem mais nova que eu, não tendo conhecido tanto da história da cidade quanto eu conheci, e tentando entender a extensão do comentário dela, me dei conta do motivo, que talvez seja óbvio para quem está lendo isto, mas que, para mim, não era até pouco tempo atrás: quase todas as ruas do entorno da Rua Grande de São Leopoldo foram transformadas em ruas de comércio, com as fachadas das casas reformadas e ampliadas até a calçada, para serem alugadas para lojinhas e pequenos estabelecimentos. E aí, claro, né?! chega o fim do horário de expediente, todo mundo baixa as cortinas de ferro e fica aquele silêncio de concreto e aço onde antes havia jardins floridos e varandas, com pessoas circulando e tomando chimarrão, com suas janelas abertas e iluminadas.

Hoje em dia, só pode dar medo mesmo!

Não sei muito bem o que pensar disso, porque a gente fica dividido entre o que a cidade era e o que ela está se transformando, e que é um processo de mudanças inevitável, se pensarmos no processo análogo de desenvolvimento dos demais centros urbanos (e aí eu entendo um pouco o lado dos descendentes de alemães quando ficam criticando a descaracterização da cidade e tal, apesar de São Leopoldo já ter, desde a década de 1960, um contigente crescente de não-alemães que foram migrando para os centros urbanos, principalmente após o crescimento das zonas industriais, que durante quatro décadas caracterizaram fortemente a economia local).

Um pequeno parênteses a respeito: tempos atrás eu fiz um levantamento, por curiosidade, numa turma leopoldense em que eu dava aula e do total, apenas dois ou três tinham sobrenome alemão - os demais alunos da turma tinham origens bem diversas e realmente, suas famílias tinham vindo para a região no período que se seguiu à década de 1960, percurso que também se deu com a minha família, e por motivos semelhantes.

Em São Leopoldo, acho que deveria haver um limite imposto por lei para a descaracterização da arquitetura do centro, um que permitisse o desenvolvimento do comércio sem alterar tanto (leia-se padronizar) os prédios locais. Talvez até já haja algo no Plano Diretor da cidade, mas não parece estar vigorando.

Por outro lado, eu fico pensando na história do desenvolvimento de Porto Alegre, minha cidade do coração e por opção. Se pegarmos a história dela, o processo não foi muito diferente. O que aconteceu foi que ela expandiu tanto que estas áreas mais antigas não foram completamente descaracterizadas, surgindo assim outros núcleos de preservação, como algumas ruas do entorno da Redenção, ou mesmo em alguns pontos do centro, como para os lados da Rua Duque de Caxias e em áreas da Cidade Baixa (que também não deixa de ter sido uma modificação induzida, ainda que mais aconchegante). É que São Leopoldo é tão pequena ainda (aglutinada, sem espaço físico para se expandir em função de estar cercada por todos os lados por outros municípios urbanizados) que parece que estas mudanças vão acabar se alastrando e engolindo as belezas da cidade. Fico pensando na Rua Voluntários da Pátria, de Porto Alegre, ou no centro insosso de Canoas quando passo pelas ruas leopoldenses, como se eles fossem um prenúncio do que ela vai se tornar.

São Leopoldo sofreu bastante com o desemprego gerado no período de crise industrial, o que ocasionou muito desemprego na população local. Em função disso e do próprio perfil industrial que perdeu força, a cidade começou a ganhar inúmeros estabelecimentos comerciais, desde as Marisas da vida até os zilhões de 1,99 e lojinhas diversas, principalmente nesta última década, e perdeu, como conseqüência, os estabelecimentos familiares originais e históricos (muitos dos quais eram ainda comandados por famílias locais, com nomes alemães) que existiam até então na cidade, como ocorreu em boa parte dos grandes centros urbanos. Além do que, muitos descendentes de imigrantes alemães deixaram a cidade para morar em outros lugares e os pais e avós, com o tempo foram morrendo ou se rendendo à necessidade de modificação das suas casas pela busca de segurança ou por acabar vendendo as mesmas para a construção de prédios comerciais. Ainda há pequenos paraísos escondidos atrás dos muros opacos ou das fachadas das casas, mas só para quem conhece seus segredos.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Então,

...chega, né?! É, chega!
"Então,"
"Então,"
"Então,"
Que falta de criatividade, siô!

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Um textículo sem compromisso

Então, fiz este texto para uma brincadeira em um outro blog e vou aproveitar e postar aqui também, já um pouquinho modificado:
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Jacaré não entrou no céu

Qual era mesmo o ano? Ah, devia ser por volta de 1984. Era o começo da abertura política, mas ainda vigorava um forte resquício de ditadura militar. Lembro que éramos todos uns fedelhos e havia a tal da Censura, que estipulava uma idade limite para tudo: para ver filme (o tempo das matinês), para ir no clube dançar (somente à tardinha, nas festas para menores), para ver televisão – é, isso não é invenção de agora, não.
Naquela época, São Leopoldo ainda era uma cidade com forte influência alemã, sem a padronização comercial das cortinas de ferro, das lojas de 1,99 e das casas de bingo e mega redes comerciais, características dos grandes centros urbanos atuais. As casas tinham personalidade, com suas varandas e jardins e com as fachadas ornamentais, de aspecto antigo e convidativo. As ruas eram estreitas e de paralelepípedos, iluminadas pelas janelas e burburinhos das residências, onde era possível ver que existia vida em movimento pro trás das paredes, uma realidade distante do desértico silêncio escuro que habita as ruas atuais. E havia o dito “valão”, a céu aberto, como se fosse um mini riacho Ipiranga, localizado onde hoje ficam os canteiros da Avenida João Corrêa. Shopping Center era uma palavra incomum no vocabulário das pessoas, menos ainda da piazada. Havia o Iguatemi, em Porto Alegre, que estava no auge da sua inauguração, um ou outro centro comercial pequeno e só. E existiam os das metrópoles, como o BarraShopping, na Barra da Tijuca, no Rio, e o primeiro Iguatemi, de Salvador.
Em São Leopoldo, os cinemas funcionavam também como ponto cultural, servindo eventualmente de palco para algum festival local. Havia dois cinemas de calçada, o Cine Brasil e o Cine Independência, chamado carinhosamente de “pulgueiro” porque, enfim, não precisa explicar, não é?! E que seria o primeiro a fechar as portas, uma década mais tarde.
Ambos, acho que pertenciam ao mesmo dono, o Seu Não-lembro-o-nome. O Cine Brasil tinha a famosa Sessão de Arte, que ocorria toda a sexta à noite e passava somente filmes que não transitavam no circuito comercial, mais ou menos o que hoje fazem nas salas da Usina do Gasômetro e Casa de Cultura, em Porto Alegre. A Sessão de Arte acabava sendo uma espécie de ponto de encontro cultural da cidade. Diziam que o dono criara a noite de sexta para poder ver os filmes que ele mesmo queria ver e que não podia porque não chegavam aos circuitos oficiais.
Nós costumávamos ir sempre. Naquelas épocas era difícil achar outras opções de filme. Não sei se as locadoras de vídeo não haviam se propagado até a região ou se elas não faziam parte do meu universo particular. Na minha vida, elas passaram a existir na segunda metade da década de 1980.
Eu tinha uma amiga com quem convivia muito nos primeiros anos de colégio. Éramos praticamente irmãs, aquela coisa de se vestir igual, de fazer o mesmo penteado, usar a Melissinha nos mesmos dias e etc. Ela era ótima, mas um pouco desligada.
Uma sexta, meus pais tiveram a idéia de nos levar juntas à Sessão de Arte, para ver o quê? Memórias do Cárcere, de Nelson Pereira dos Santos, que havia sido filmado há pouco e que não era benquisto pelo pessoal da Ditadura Militar. Como eram anos de abertura política, filmes deste tipo geravam certa ansiedade, uma expectativa diferente, algo como saborear um doce que fora escondido dos olhos em alguma lata secreta que sabíamos existir.
Então, lá fomos nós três: eu, ela e minha mãe – meu pai não sei por que não estava desta vez.
Quando chegamos à bilheteria, minha mãe pediu três ingressos. Como eu tinha cara de mais velha, aparentando 18 ou mais, nunca houve problema de idade. Foi então que o bilheteiro olhou para a minha amiga e apontou para a tarja no cartaz: proibido para menores de 16 anos. Tínhamos 13, na época. O bilheteiro olhou pra cara dela e perguntou: Quantos anos tu tem?
Minha amiga, que sempre foi mais rápida que todo mundo, prontamente disse: Treze. – com a maior cara de pastel. Ele imediatamente respondeu: Então não pode entrar. E tu? – perguntou, me olhando. Eu abri a boca pra responder dezesseis e ela impulsiva e ingenuamente respondeu: Também! com uma cara de pastel, agora chocho.
Pronto! Ficamos as duas do lado de fora. Eu devo ter ficado de fora de todos os filmes proibidos depois disso. Sorte que não durou muito tempo.
No início da década, São Leopoldo ainda era uma cidade onde era possível qualquer um zanzar à noite, a pé e com segurança, pelas ruas da cidade, mas eu não lembro como foi o final da história. Acho que ficamos esperando minha mãe sair da sessão ou algo parecido. Ou subimos de volta para casa.
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Em queda livre, finalmente

Então, eu pulei...
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Respondendo à tua pergunta...

Então, esta é Va Pensiero:

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